terça-feira, 13 de agosto de 2013

Brasil não tem sistema de logística 'compatível' com produção, diz Dilma.

Para presidente, governo faz 'grande esforço' para melhorar transporte, Dilma citou licitações para concessão de ferrovias, aeroportos e portos.
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (12) que o Brasil não possui um sistema de logística compatível com o volume de produção de mercadorias. Em cerimônia de inauguração de um duto de escoamento de etanol, em Ribeirão Preto, Dilma afirmou que o governo “faz um grande esforço” para melhorar as rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos do país.
“Nós estamos apostando muito que o Brasil precisa de uma nova logística. [...] Tenho desde o início do governo adotado medidas para enfrentar um dos grandes desafios do nosso país, que é expandir e modernizar a logística”, afirmou.
No discurso, a presidente citou a concessão para concessão de serviços de transporte. "O Brasil não tem um sistema ferroviário compatível com a sua produção. Estamos dando um passo ousado na busca de um sistema ferroviário e chegamos à fase de licitação. Essas licitações ocorrerão de agosto até abril.
Dilma disse que o governo vai expandir em 10 quilômetros em ferrovias e duplicar as estradas em 1,5 mil quilômetros. De acordo com ela, as os primeiros leilões de rodovias ocorrerão no dia 18 de agosto, e o segundo leilão será feito até dezembro.
A presidente também destacou as concessões de aeroportos e lembrou que o leilão dos aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Minas Gerais) será no dia 31 de outubro, data já anunciada pelo governo.

“Como o Brasil é um país de limites continentais também faremos grande esforço de investimentos em 270 aeroportos regionais.” A presidente também falou da importância de investimentos na estrutura hidroviária e disse que pretende transformar o rio Tietê em uma malha navegável.
                                                                                                         
Fonte: globo.com

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pesquisa aponta que gargalo logístico aumenta frete de grãos em até R$ 2,4 b

Estudo mostra que preço pago para escoar uma tonelada de grãos pela BR-163 pode chegar a R$ 333



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Segundo levantamento realizado pela empresa Macrologística, R$ 100 por tonelada de grãos afastam agricultores de Mato Grosso da superação de gargalos logísticos no escoamento da produção.
O valor definido corresponde à diferença no valor de frete no comparativo entre duas grandes rotas de escoamento de safra, os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) e as vias de Miritituba (PA) e Santarém (PA), pela rota da BR-163, ainda não pavimentada no trecho localizado no Pará. O preço pago pelo produtor para escoar uma tonelada de grãos pelos dois maiores portos do Centro-Sul do Brasil é de R$ 333, ao passo que o gasto cai para R$ 238 a tonelada ao utilizar o caminho pavimentado BR-163 Norte.
Para se chegar a esse resultado, o levantamento também considerou os mesmos pontos de partida e chegada, o polo de Lucas do Rio Verde (MT) e Shangai (China). Com isso, a diferença no custo do setor chega a um montante de R$ 2,4 bilhões por safra.
Olivier Roger Sylvain Girard, sócio da empresa Macrologística, alega que o tema é de fundamental importância por levar em conta a necessidade de mudanças profundas para evitar maiores prejuízos ao escoamento da safra e, consequentemente, ao crescimento do agronegócio no país.
O estudo completo inclui a análise de outras opções de rotas de escoamento, tendo como destinos finais Shangai e Roterdã (Holanda). O projeto foi capitaneado pelas entidades da Indústria, Comércio e Agricultura dos Estados da região Centro-Oeste.
Safra recorde
Dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) indicam que Mato Grosso produzirá na safra 2013/14, 25,28 milhões de toneladas, o que seria caracterizado como um novo recorde. Considerando essa mesma estimativa, caso toda a safra mato-grossense fosse escoada por Santarém, o custo total de frete seria de cerca de R$ 6 bilhões ante R$ 8,4 bilhões via Santos e Paranaguá, por meio da interação modal entre rodovia e ferrovia, o que resulta em uma diferença de R$ 2,4 bilhões.
Para o presidente da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Rui Prado, os investimentos feitos em logística de transporte ainda são muito baixos, resultando na ineficiência da competitividade de agricultores e provocando um efeito cascata na cadeia produtiva.
“As estradas ruins ou em péssimas condições – ou o que é pior, a falta delas – causa prejuízos a quem produz e a quem consome. O produto final que chega ao supermercado precisa ser mais barato para quem compra ao mesmo tempo que remunera de forma justa a quem produz. Nós perdemos competitividade e esse preço mais barato fica no meio do caminho, junto com a remuneração do produtor”, comenta.
Prado ressalta também que os dados do estudo pautarão as próximas reivindicações do setor junto ao governo federal.
Fonte: www.transportabrasil.com.br

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Os desafios da Gestão de Estoques

“Devemos sempre ter o produto de que o cliente necessita, mas nunca podemos ser pegos com algum estoque ( Ronald Ballou).”

Esta frase nos retrata bem o dilema enfrentado por quase 90% das empresas hoje, que é o controle e gestão dos estoques.

Hoje as empresas estão no mercado movidas pela competitividade empresarial como principal quesito para se manterem vivas e atrativas, e se veem cada vez mais pressionadas por redução de custos, nível de serviço, disponibilidade de produtos e agilidade de entrega. Porém se esbarram frequentemente com a gestão de estoques, como um dificultador na redução de custos operacionais internos para a manutenção e aumento da competitividade empresarial.

Foto: www.transportabrasil.com.brFoto: www.transportabrasil.com.br

Precisamos do estoque por inúmeros motivos, para melhorar o nível de serviço, incentivar economias na produção, permitir economias nas compras e transportes, proteção contra aumento de preços, incertezas da demanda e do ressuprimento, a segurança contra contingências. Porém ele ainda é um dos grandes vilões das empresas por dois principais motivos: falta de conhecimento para controlar e gerir estes estoques e falta de procedimentos de controle das movimentações diárias das mercadorias.

A falta de capacitação dos profissionais envolvidos na gestão de estoques ainda é um grande problema enfrentado pelas micro, pequenas, médias e grandes empresas. A mão de obra ainda é formada por profissionais com conhecimentos práticos adquiridos nas rotinas de trabalho junto ao estoque, pouco fomentada com conhecimentos mais aprofundados e baseados em conceitos tradicionais difundidos nas literaturas. Diante disso encontramos controles de estoques falhos, compras de materiais desnecessários gerando níveis de estoques elevados, falta de estoque de segurança realmente enxutos e eficientes no cumprimento de sua função de segurança para atendimento ao cliente.

Os procedimentos, ou seja, o controle de cada movimentação dos itens desde a sua chegada, passando pelas movimentações internas e/ou transferências entre filiais até a sua saída para sua destinação final (abastecimento de linhas ou consumo do cliente final em um comércio varejista, por exemplo) devem ser igorosamente definidos e realizados para a garantia da acuracidade das informações dos inventários físicos existentes. Sem estes controles e rastreabilidade dos itens do nosso estoque geramos perdas de materiais, vulnerabilidade gerando roubos em nossos galpões, compras desnecessárias pela não identificação do material no momento de sua necessidade, falta de informações para o levantamento do planejamento de vendas ou produção e por último, hoje o mais preocupante para os empresários, que é a falta de informações confiáveis para a realização e envio do SPED.

Diante de tudo isso, preocupar-se hoje com o nível de qualificação dos profissionais contratados e a serem contratados, é o início da redução dos problemas com estoque nas organizações e seus impactos seriíssimos nos níveis de competitividade das empresas. Preocupar-se também com a implantação de procedimentos e rotinas muito bem definidas de acordo com as particularidades dos produtos do estoque e a busca de tecnologias no mercado de controle automatizado dos mesmos, como o leitor de código de barras, o RFID ( Transmissão de Informações e Dados Através de Rádio Frequência), se tornam hoje alternativas interessantes para a redução dos custos operacionais internos das empresas e consequente diminuição de erros na gestão de estoques.

Conforme dito pelo Sr. Michael Bergerac, Presidente da Revlon, Inc. “ todo erro gerencial ou operacional acaba gerando estoque em algum ponto de nossa cadeia de negócios. “ por isso vamos nos preocupar com esta parte tão importante de nossos negócios e buscar alternativas de melhorar nossa gestão através da capacitação de nossa equipe e mantermos nossa competitividade de mercado desejada.

Logística Líder Consultoria e Treinamento Ltda.
www.logisticalider.com.br
+ 55 31 3773-9819



Viviane Pimenta, especialista em Logística pela UFMG, é consultora pela Logística Líder e professora universitária pela Faculdade Promove em Sete Lagoas. Contato:  consultoria@logisticalider.com.br – (31) 9139-7102.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

QR Code COMO UTILIZÁ-LO?

Saiba quando é vantagem aplicá-lo
O QR Code está em diversos lugares e nas embalagens de produtos também. Vitrines de lojas os exibem em meio a suas ofertas.
Mas afinal o que é QR Code?




O QR Code (Quick Response Code ou código de resposta rápida) foi criado por uma empresa japonesa em 1994 para identificar peças automobilísticas. Desde então, tem sido adotado com sucesso para os mais diversos usos no Japão, e vem ganhando popularidade em outros países como o Brasil.

Ele é um exemplo do chamado mobile tag, que são códigos bidimensionais (2D) que permitem, por exemplo, encriptar URLs, contatos, entre outros dados, sendo possível ser escaneado e decodificado por dispositivos móveis com câmera, como os smartphones. O QR Code é um dos padrões de mobile tag mais difundidos atualmente, mas existem outros tipos, como o BeeTagg, DataMatrix, Aztec, entre outros.

A grande diferença de um mobile tag para um código de barras tradicional é que este consegue encriptar  penas dados numéricos com até 20 dígitos, enquanto que um QR Code, por exemplo, permite encriptar também dados alfanuméricos e com uma capacidade de armazenamento muito maior (7.089 numéricos e 4.296 caracteres alfanuméricos), além de nãorequerer um aparelho específico de leitura ou criação dos ódigos, bastando um celular com câmera e um leitor do código instalado.






Além disso, o uso de QR Codes é livre de qualquer licença, os direitos pertencem à empresa japonesa que criou o código, porém, optou por não utilizá-los.

No Brasil, a primeira utilização do QR Code na propaganda foi de autoria da Fast Shop, em 2007, quand  instigou o público a “desvendar o código” para ter acesso a ofertas. Pesquisa recente da Nellymoser aponta que o uso do QR Code cresceu mais de 476% nas revistas americanas.

Recentemente a Shefa lançou uma embalagem com QR Code com objetivo de aumentar o relacionamento do cliente com a marca. Ao escanear o código, com um Smartphone ou Tablet, o consumidor acessa o canal da Shefa no YouTube e assiste a comerciais do produto. Além disso, pode acessar a página no Facebook e o perfil no Twitter.

“Com esta iniciativa, a Shefa se posiciona como uma empresa moderna e que busca uma comunicação rápida e próxima com o consumidor”, explica Luciana Galvão, gerente de marketing para América do Sul da SIG Combibloc, produtora das embalagens da Shefa.

Para viabilizar a plataforma deste projeto, a Shefa escolheu a Scanbuy, como a provedora da solução. “A plataforma ScanLife da Scanbuy permite à Shefa adicionar novas experiências e conteúdos ao longo do tempo, sem alteração dos códigos nas embalagens, e fornece métricas avançadas sobre a atividade, incluindo o perfil e localização dos consumidores”, finaliza Bernardo Abecasis, diretor
geral da Scanbuy no Brasil.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ANTT lança campanha para alertar os riscos do transporte irregular

ANTT lança campanha para alertar os riscos do transporte irregular
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Para prevenir a contratação de um transporte pirata, os passageiros devem consultar os dados do veículo antes de começar a viagem
16/07/2013
Com a ideia de que quem viaja de transporte pirata pode ficar pelo meio do caminho, o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) lançou campanha publicitária para alertar para os riscos do transporte irregular, especialmente com a proximidade da Jornada Mundial da Juventude, que deve atrair 2,5 milhões de pessoas ao Rio de Janeiro.
As peças publicitárias já começaram a ser exibidas em rádios e redes sociais. Para prevenir a contratação de um transporte pirata, os passageiros devem consultar os dados do veículo antes de começar a viagem. Com informações como placa do ônibus, nome e CPF do motorista e CNPJ da empresa, os usuários podem entrar em contato com a agência pelo telefone 166 ou pelo site da ANTT para saber se o transporte está regularizado. Empresas que fazem fretamento de ônibus também devem ter os dados checados.
O Ministério dos Transportes alerta que, além do risco de perder a vida, quem viaja de transporte pirata não tem direito ao apoio da empresa em caso de acidentes. “A empresa pode simplesmente não cumprir o contrato e desaparecer, deixando você e os outros passageiros na mão. Não há exigência das certidões criminais dos motoristas, ou seja: um criminoso pode estar conduzindo o ônibus”, alerta uma das peças publicitárias do governo. A ANTT criou um site específico para orientar os participantes da Jornada Mundial da Juventude sobre o transporte de ônibus. No site, os usuários poderão consultar as empresas regularizadas na ANTT, bem como linhas, horários e tarifas. Também é possível saber a situação das rodovias federais concedidas, legislação e documentação de porte obrigatório.
No transporte fretado de passageiros devem ser portados o Certificado de Registro para Fretamento, autorização de viagem, nota fiscal, lista de passageiros, apólice de seguro, laudo de inspeção técnico, comprovante do vínculo dos motoristas e formulário para registro de reclamações de dano ou extravio de bagagem.
Excepcionalmente para as viagens com destino às cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Aparecida (SP) durante a Jornada Mundial da Juventude, será permitido que o veículo tenha apenas o registro de viagens sob o regime de fretamento em veículos não habilitados na ANTT, desde que esteja em condições adequadas para a prestação do serviço.
Já quem contrata transporte regularizado pode exigir vários direitos como o transporte com pontualidade, segurança, higiene e conforto, o auxílio no embarque e desembarque no caso de crianças, idosos ou pessoas com dificuldades de locomoção e o transporte gratuito de bagagens de até 30 quilos.
Os passageiros que viajam em ônibus regulares também devem receber informações como horários, tempo de viagem, localidades atendidas e preço de passagem e ter imediata assistência no caso de acidentes. Todos os passageiros de linhas regulares viajam garantidos por seguro de responsabilidade civil e pelo seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat).

Fonte: Ministério dos Transportes/ASCOM.

terça-feira, 16 de julho de 2013

"Solução para mobilidade urbana é transporte de massa”, afirma Clésio Andrade

Presidente da CNT falou sobre a importância da expansão do metrô de Belo Horizonte.

  “Solução para mobilidade urbana é transporte de massa”, afirma Clésio Andrade
O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, falou sobre um dos temas que mais preocupam os brasileiros na atualidade: o transporte público. Na última quinta-feira (11), ele comentou que a solução para a mobilidade urbana nas grandes cidades é o investimento em transporte de massa.

“Transporte de massa é metrô, de superfície ou subterrâneo, e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Ônibus não é transporte de massa, ele deve ser utilizado de forma complementar”, explicou o dirigente da CNT.

Sobre a região metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, Clésio Andrade afirmou que devem ser investidos R$ 25 bilhões na área. “São necessários 200 km, entre metrô de superfície, subterrâneo e VLT. Só assim vamos conseguir tirar os carros das ruas e garantir uma melhor qualidade de vida à população”, disse Clésio Andrade.

Na capital mineira, o parlamentar destacou que a obra precisa ser concluída com a ampliação dos serviços para o bairro Barreiro e para as cidades de Contagem e Betim. “Com a expansão do sistema, vamos transportar 900 mil passageiros por dia. Hoje, são apenas 220 mil”, disse.

ANTT tem prazo para publicar editais de licitação de linhas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros

Duas mil linhas devem ser licitadas. Sentença prevê multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento. 

Na última sexta-feira (12), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recebeu o prazo de dez dias para publicar os editais de licitação de todas as linhas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros do país com extensão superior a 75 km. A determinação do Ministério Público Federal (MPF) abrange cerca duas mil linhas, que operam de forma irregular desde 2008.

A sentença, resultado de ação civil proposta pelo MPF/DF em 2011, prevê multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. A necessidade de licitação prévia para a exploração do serviço de transporte público está prevista na Constituição de 1988. Em 1993, com o objetivo de garantir a continuidade do serviço, um decreto presidencial prorrogou as permissões em vigor por 15 anos.

Mas o período, que deveria ser utilizado para o governo e as empresas se adequarem às regras, não foi respeitado. Só em 2007, segundo a própria ANTT, os estudos para viabilizar a licitação das linhas tiveram início, apenas um ano antes de o prazo estabelecido expirar. Por mais de uma vez a ANTT firmou cronogramas para regularizar o problema, mas as licitações nunca foram concluídas.

Segundo a última proposta da ANTT, a publicação dos editais deveria ter ocorrido em abril do ano passado e a transição dos serviços estaria completa até maio de 2013.

Improbidade administrativa
A sentença alerta que, em caso de descumprimento das determinações judiciais, as autoridades poderão responder pelo crime de desobediência, que prevê de 15 dias a seis meses de prisão, além de multa. Elas também poderão ser responsabilizadas por improbidade administrativa.