sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Cattalini amplia em 80% a capacidade em Paranaguá

A Cattalini Terminais Marítimos se prepara para quase duplicar a capacidade de armazenagem de cargas líquidas no porto de Paranaguá (PR) até 2017. A empresa, que já tem o maior parque de tancagem para líquidos da América Latina concentrado em um mesmo porto, vai investir R$ 450 milhões para aumentar em 80% a oferta atual de armazenamento: de 380 mil metros cúbicos para 680 mil metros cúbicos.

Para tanto a empresa irá construir a quarta instalação de tanques, em um terreno de 57 mil m2. Hoje o complexo da Cattalini é composto por três unidades: um terminal interligado por dutos aos píeres público e privado e mais duas áreas na retroárea, de onde saem dutos que acessam o terminal. Todas as operações estão concentradas no porto sulista.

A obra será dividida em duas etapas. O projeto executivo da primeira fase, que terá 140 mil m3 de tanques, está pronto. "Já temos a maior parte dos provedores selecionados e linhas de crédito aprovadas", diz o presidente da empresa, José Paulo Fernandes.

O cronograma previa o início das obras em julho, mas atrasou por conta do licenciamento ambiental ainda em curso e do projeto de impacto de vizinhança, em análise na prefeitura. O investimento na primeira fase é de R$ 240 milhões, para o qual a Cattalini conta com financiamento do BNDES e de banco privado. A ideia é iniciar a operação em 2015 e, logo em seguida, começar a segunda etapa, que adicionará 160 mil metros cúbicos de tancagem.

A expansão em Paranaguá é uma das três linhas de crescimento da Cattalini que, em alguns momentos, já chega a 100% da capacidade ocupada. "Enxergamos o crescimento nos volumes dos nossos clientes", diz Fernandes. Entre as cargas que exigem mais oferta de capacidade estão o metanol e a gasolina, que tem sido importada dada a falta de capacidade de refino no Brasil.

A Cattalini foi fundada em Paranaguá há 30 anos. A capacidade estática atual equivale a 54% da oferta para líquidos do porto, que conta ainda com importantes terminais, como o da Transpetro, Vopak, CPA e o terminal público. Em termos de movimentação efetiva, a participação da Cattalini é de 35% - pois o volume da Transpetro é muito grande -, tendo escoado 2 milhões de toneladas em 2012.

A estratégia de crescimento prevê incorporar novos produtos e serviços. A intenção é ter um terminal especializado na movimentação de petróleo bruto, carga que a empresa não opera. Neste ano a Cattalini assinou com o grupo holandês VTTI um acordo para tentar entrar nesse segmento. "Não precisa ser em Paranaguá. Temos um terreno em Pontal do Paraná (PR), mas pode ser em outra região. Ainda é um projeto embrionário", diz Fernandes.

A terceira frente de expansão é a geográfica. A ideia é participar tanto de concorrências de novos arrendamentos como de projetos "do zero" de portos privados. As áreas de interesse são o Norte, Sul e Sudeste, "especificamente Santos", afirma Fernandes. Neste ano a companhia desistiu da licitação para arrendar o antigo terminal da Vopak, no porto de Santos. A Cattalini foi declarada vencedora da concorrência em maio de 2012, com ágio de R$ 80,7 milhões para arrendar o terminal. Meses depois o governo publicou a MP dos Portos, que mudou o critério para definir o vencedor da licitação - deixou de ser o maior valor de outorga e passou a ser a maior movimentação com o menor preço.

Segundo Fernandes, a decisão de deixar a licitação deveu-se ao imbróglio jurídico. As empresas perdedoras apresentaram recursos administrativos e judiciais que retardaram a homologação da Cattalini como vencedora.

Fonte: Valor Econômico

Oito conselhos para crescer profissionalmente.

Ficar no mesmo cargo ou receber o mesmo salário durante muito tempo pode ser frustrante. Evite isso se esforçando para evoluir e se superar no trabalho. Siga estes conselhos, cresça e apareça.


 

Passos


1

Demonstre vontade de aprender: mesmo que o seu trabalho seja monótono ou rotineiro, mantenha uma atitude proativa para incorporar novos conhecimentos. E faça com que os outros percebam isso.

2

Estabeleça um bom relacionamento: esta é uma das melhores formas para se destacar.
• Mostre boa pré-disposição, ofereça ajuda no que puder e no que for da sua incumbência, e valorize quem merece, sem falsidade nem hipocrisia.

3

Mantenha-se alerta às oportunidades: se você enxergar mais longe do que os seus colegas, terá vantagens na hora em que aparecerem novas oportunidades, e poderá chegar aonde realmente quer.

4

Evite ficar reclamando: em vez de se preocupar com as coisas que não funcionam bem, procure um jeito de solucioná-las, fazendo algo produtivo.
• Ficar reclamando não ajuda e ainda deixa uma imagem negativa.

5

Trace objetivos claros: saiba aonde você quer chegar, e aperfeiçoe-se sempre para alcançar metas cada vez maiores, ser mais produtivo e eficiente.

6

Use a criatividade: acrescente uma pitada de imaginação ao seu cotidiano e, diante das dificuldades, visualize soluções positivas que possam abrir portas para novas possibilidades.

7

Demonstre comprometimento: se você trabalhar com dedicação e pontualidade, ganhará a confiança para receber tarefas novas e melhores.
• Assim você deixará claro que é capaz de assumir responsabilidades e cumpri-las dentro dos prazos e das condições exigidos.

8

Assuma desafios: confie nas suas habilidades e capacidades para aceitar desafios importantes.
• Isso implicará algum risco, sem dúvida, mas também será estimulante para o seu desenvolvimento. E quando o trabalho acabar você vai se sentir mais forte e ganhará o reconhecimento dos seus colegas e superiores.

Importante

  • O progresso começa com a sua própria atitude diante do trabalho.
  • Comprometimento, iniciativa e dedicação são os segredos do sucesso na vida profissional. 

    Fonte: Bem Simples

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

 Escolha os canais de distribuição para seus produtos

A forma como o produto chega ao consumidor depende do tipo de produto em questão
O processo de distribuição refere-se às atividades de movimentação de produtos acabados, desde o final da linha de produção até o consumidor.


Canal de distribuição é a forma por meio da qual o vendedor comercializa (e às vezes entrega) o produto ao consumidor ou usuário.

As redes de distribuição no Brasil

Num país de dimensões continentais – 8,5 milhões de quilômetros quadrados –, a solução para um empresário ter cobertura de mercado eficiente sem desembolsar recursos na montagem de uma rede própria, é contar com parcerias de distribuidores e representantes.

Tipo de produto e de venda define o canal

A seguir, são apresentados diferentes canais de distribuição, conforme o tipo de produto e o relacionamento entre o consumidor e seu fornecedor.

Consumidor “A”

O fabricante vende para o consumidor “A” através de catálogo, mala direta, telemarketing e Internet. O contato direto entre fabricante e consumidor se restringe ao ato da venda, pois a entrega é geralmente realizada por terceiros. Exemplo: editora que vende livros por reembolso postal, com entrega a cargos dos Correios; pizzaria
com serviço de atendimento pelo telefone e entrega em domicílio sob responsabilidade de firma especializada em transporte de pequenos volumes.

Consumidor “B”

O fabricante tem contrato com um varejista, que possui uma loja ou escritório e estoque próprio com a mercadoria para pronta entrega ao consumidor “B”. Exemplo: supermercados que compram diretamente do fabricante/produtor.

Consumidor “C”

O fabricante tem contrato com um distribuidor, que possui estoque próprio com as mercadorias para pronta entrega ao consumidor “C”. O distribuidor pode ter um ou mais representantes, dependendo da área geográfica que atende. O representante faz a prospecção de vendas, visita o cliente, fecha a venda e remete o pedido ao
distribuidor, que embala o produto, entrega, faz a cobrança e paga comissão de vendas ao representante.

Consumidor “D”

O fabricante vende ao consumidor por meio de algum contato pessoal. Pode ser através da própria força de vendas, pronta-entrega ou porta-a-porta.

Exemplos:

– Força de vendas: equipamentos e produtos cujo ciclo de venda é mais demorado (tornos, retroescavadeiras, impressoras offset) e que exigem a presença do vendedor para fins de esclarecimento e negociação.

– Pronta-entrega/porta-a-porta: vestuário, cosméticos e produtos de maquiagem. Exemplo clássico é a AVON, que possui 600 mil representantes em todo o Brasil.

Exportação

O fabricante entrega seu produto para uma empresa identificada como trading, que adquire o produto, encontra o comprador no mercado externo, cuida de toda a documentação e do pós-vendas. Uma trading exportadora típica atua como um “departamento de exportação” de uma empresa sem experiência nesse tipo de comércio. 

A trading realiza vários serviços, como pesquisa de mercado, definição do canal de distribuição, negociação com bancos para obtenção de financiamento, embarques e preparação de todos documentos necessários. Algumas tarefas, especialmente difíceis de serem feitas no exterior, incluem análise de risco político, administração de vendedores e fluxo eficiente de comunicação entre o distribuidor e a matriz no Brasil.
Fonte : SEBRAE 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Obrigatoriedade do Conhecimento Eletrônico de Transporte já está em vigor.


 O governo federal está implementando o CT-e (Conhecimento Eletrônico de Transporte) em substituição aos documentos fiscais de transporte de carga em papel. Com isso, desde o dia 01/08, as transportadoras deverão aderir ao novo método. Já os contribuintes do segmento rodoviário optantes pelo regime do Simples Nacional terão que aderir até o dia 1/12. A obrigatoriedade já está valendo para os modais ferroviários, dutoviário, aéreo e aquaviário.
 
O CT-e é um documento de existência exclusivamente digital com validade jurídica que deverá substituir diversos documentos fiscais relacionados à prestação de serviços de transportes.
A finalidade do uso do Conhecimento Eletrônico é acelerar o procedimento e trazer maior segurança na troca de informações por meio do documento. Com isso, o motorista também vai ganhar praticidade, por exemplo, nos postos de fiscalização interestaduais bastará mostrar uma impressão do CT-e que o fiscal localizará o registro da viagem e dados referentes à venda das mercadorias. Já no caso do caminhoneiro autônomo será necessário que as informações sobre vale-pedágio também sejam inseridas no Conhecimento Eletrônico, assim, outros órgãos como a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) poderão fiscalizar se o embarcador está pagando a tarifa do pedágio.
 
Segundo Adauto Bentivegna Filho, advogado especialista em transportes, para a emissão do CT-e é necessário estar credenciado na unidade da federação onde possua inscrição como contribuinte.
 
Para a concessão de autorização do uso do CT-e será analisada a regularidade fiscal e credenciamento do emitente, a autoria da assinatura do arquivo digital, a integridade do arquivo, a observância ao layout do CT-e, além da numeração e série.
 
 “O emitente poderá adotar séries distintas para emissão do Conhecimento Eletrônico, tipo 01, 02 etc., mas jamais sub-série. Quando o CT-e for emitido em unidade da federação onde ele não possui credenciamento, deve utilizar séries distintas. Entretanto, neste caso, a solicitação deverá ser transmitida à administração tributária em que este estiver credenciado”, explica o especialista. “Caso haja protocolo entre as unidades da federação que permita a solicitação de usos do CT-e ainda que o contribuinte não seja daquele Estado, é possível então e pedir a citada autorização para o Estado onde a transportadora não tem sede”, ressalta.
 
Entenda como funciona o Conhecimento Eletrônico:
• Geração de um arquivo eletrônico contendo informações fiscais da prestação de serviço, que deverá ser assinada digitalmente;
• Este arquivo eletrônico é CT-e, que será transmitido via internet para a Secretaria da Fazenda, que fará uma pré-validação do arquivo e devolverá, em tempo real, um protocolo de recebimento (autorização de uso);
• Após o recebimento do CT-e, a Secretaria da Fazenda disponibilizará consulta na internet para que o tomador e outros legítimos interessados que detenham a chave de acesso do documento eletrônico possam verificar sua autorização e conteúdo;
• O CT-e será transmitido para Receita Federal, que será o repositório nacional do mesmo, e para a Secretaria da Fazenda do Estado de destino da carga, no caso de transporte interestadual;
• O prestação de serviço será acobertada pelo DACTE (Documento Auxiliar do CT-e) em papel comum (papel A4). Este conterá impressa a chave de acesso para consulta na internet e um código de barras que facilitará as informações do CT-e pelos Postos Fiscais de fronteiras;
• O DACTE não é um conhecimento de transporte, nem substitui um, servindo apenas para acobertar o transporte e auxiliar a consulta do CT-e no site da Secretaria da Fazenda.
 
Fonte: Transporta Brasil.



terça-feira, 3 de setembro de 2013

Modal ferroviário trabalha com grandes volumes e longas distâncias
 

Com as estradas congestionadas, formando longas filas de espera para caminhoneiros, e a falta de acessos adequados para altas apostas no modal hidroviário, as ferrovias são consideradas saídas válidas para diversos setores da operação portuária.
O modal ferroviário tem grande importância para o mercado brasileiro e ainda pode ser mais bem explorado. A grande vantagem da movimentação via trens é a possibilidade de se transportar grandes quantidades de volumes por longas distâncias.

De acordo com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), a participação das ferrovias na matriz de transportes do Brasil vem aumentando ano a ano. A participação, que era de 19% em 1999, subiu para 24% em 2003 e está prevista para chegar a 30% em dois anos. A ANTF destaca que a referência internacional é de 42% de participação, um desafio para as ferrovias brasileiras.

A MRS Logística opera e controla a Malha Sudeste da Rede Ferroviária Federal. Segundo o Diretor Comercial Valter Luiz de Souza, a empresa atua no mercado desde 1996. A Malha interliga os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, e possui 1674 quilômetros de extensão. "Grande parte da movimentação deve-se à produção do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais. Muito minério é produzido naquela região. Além disso, 70% das cargas são provenientes da indústria siderúrgica". Destaca-se, também, o transporte de cimento, bauxita, produtos agrícolas, coque verde e contêineres.

Souza conta que a MRS Logística cobre uma região que movimenta cerca de 65% do Produto Interno Bruto (PIB) Nacional e que abriga os maiores complexos industriais do país. "Nossa sede operacional fica em Juiz de Fora (MG), mas há outros locais que são de grande importância para a empresa, como Sepetiba e Santos". A MRS tem acesso direto aos portos das cidades citadas - além dos portos de Guaíba e Rio de Janeiro -, que recebem grande parte da carga movimentada pela MRS.

O diretor superintendente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) - que é responsável pelo Porto de Sepetiba - Davi Emery Cade, está confiante em receber fatia ainda maior das mercadorias que passam pela Malha Sudeste, já que o terminal fica próximo ao Quadrilátero Ferrífero e distante do perímetro urbano.

Souza destaca que a MRS tem como prioridade a logística integrada por meio da multimodalidade, o que implica em planejamento dos locais a serem percorridos. Ele acrescenta que as cargas e rotas mais efetuadas pelos trens administrados pela empresa variam de acordo com a demanda do mercado interno e do mercado internacional. "Porém, desejamos crescer no setor de contêineres para que possamos trabalhar ainda mais com o Porto de Santos".

A América Latina Logística (ALL) é a maior empresa de logística com base ferroviária na América Latina. A empresa, que conta com uma frota de cerca de 1800 veículos e 16 mil quilômetros de vias férreas no Brasil e na Argentina, busca reforço da captação de contêineres, tendo em vista o fortalecimento do modal ferroviário.

O Diretor de Industrializados da ALL, Paulo Basílio, afirma que a empresa utiliza a estrutura existente para ganhar força no mercado de contêineres para exportação. "Acabamos de finalizar a infra-estrutura de desvio nos terminais portuários de contêineres e abrimos vários pontos de consolidação de cargas para exportação".

Embora priorize o setor de contêineres, a ALL atende diversos segmentos, como as áreas de construção, combustíveis, madeira, papel, celulose, siderúrgicos, embalagens e bebidas, entre outros. Para isso, Basílio ressalta que os serviços logísticos englobam movimentação nacional e internacional door-to-door (porta-a-porta), distribuição urbana e gestão completa de armazéns.

É possível perceber que a utilização do modal ferroviário vai muito além do planejamento de rota dos trens de uma empresa de logística. O crescimento desse modal abre espaço para que os operadores escolham a melhor opção dentre as disponíveis para a mercadoria que será transportada.

No exterior
Nos portos europeus e asiáticos, o modal ferroviário, assim como o hidroviário, é mais utilizado e melhor explorado do que no Brasil. A representante do Porto de Le Havre nas Américas, Linda Douet, conta que no terminal francês todas as empresas portuárias são interligadas à rede ferroviária local. "As empresas e terminais têm ligação direta com as ferrovias francesas e também com os principais sistemas ferroviários de toda a Europa. Isso é fundamental para desafogar os outros modais, já que Le Havre concentra 60% dos total de contêineres movimentados pela França".

Linda aponta que os operadores ferroviários oferecem serviços diários de transporte combinado e tradicional para os principais destinos da Europa. Ela lembra que, além da ligação entre os terminais, o sistema ferroviário e Le Havre liga o porto e a cidade aos grandes pólos financeiros da Europa.

Dados
Segundo a ANTF, o sistema ferroviário brasileiro possui 29798 mil quilômetros de extensão. As concessionárias de transporte ferroviário de carga, com uma frota de mais de 70 mil vagões, são responsáveis pelo transporte de mais de 200 bilhões de toneladas por quilômetro útil por ano. Esse número coloca o Brasil na sétima colocação do ranking mundial em movimentação ferroviária.

Além disso, o setor ferroviário nacional movimenta 75% da carga que se desloca sobre trilhos em toda a América Latina. A ANTF informa, ainda, que o setor ferroviário "contribui decisivamente para o superávit obtido pelo Brasil com as exportações de produtos minerais, industriais e agropecuários".
Fonte: Portogente

A receita do sucesso em Logística e Supply Chain

Em todo e qualquer campo de atuação profissional, a busca pelo aperfeiçoamento técnico é essencial para o desenvolvimento pessoal e para ambicionarmos posições mais elevadas na estrutura organizacional. Nos dias atuais, isso é ainda mais preocupante, dada a competitividade existente no mercado de trabalho, o alto grau de exigência por parte das empresas e a restrita quantidade de vagas disponíveis. 
Na área de logística (e também Supply Chain), isso é ainda mais complexo. O profissional, além de precisar acumular conhecimento técnico na área em que atua, necessitará também desenvolver-se e muitas vezes especializar-se em disciplinas ou temas periféricos, como estatística básica e avançada, matemática financeira, custos, etc. Além disso, envolve-se com uma complexa rede de interações verticais (chefia e subordinados), horizontais (outros departamentos) e externas (Clientes, Clientes dos Clientes e Fornecedores), daí a necessidade de uma abordagem exaustiva e completa na formação desse pessoal. 
A situação vivenciada é fruto do próprio processo de maturidade pelo qual passa a função de gestor ou analista na área de logística e supply chain, ainda recente no Brasil, e carente de cursos de graduação, pós-graduação e especialização. A integração das atividades logísticas sob uma única gestão é ainda incipiente; a grande maioria das empresas de médio e pequeno porte ainda não conta com uma área de Logística, e suas atividades encontram-se “dispersas” entre Compras, Administrativo-Financeira e Vendas, portanto, há um longo caminho a percorrer. E muitas das grandes empresas ainda não concluíram seu processo de integração, e ainda estão caminhando para o processo de consolidação do Supply Chain. 
Talvez por tudo isso, nessa área, a experiência do profissional muitas vezes seja mais valorizada do que a sua própria formação acadêmica. As empresas priorizam primeiro os resultados alcançados, o histórico de obstáculos superados e a experiência ao longo dos anos trabalhados e depois a formação acadêmica e o trânsito em instituições de ensino de primeira linha.
Os recrutadores preferem focar nos resultados obtidos e valorizam profissionais hands on; é uma postura menos arriscada diante da diversidade de profissionais atuantes na área e da dificuldade em estabelecer ainda um padrão de formação dos mesmos. 
Ter estudado em uma faculdade ou universidade de renome garantirá um bom resultado na área de Logística? A resposta é NÃO, pois o sucesso na área de Logística e Supply Chain dependerá da perfeita conjugação entre dois fatores: experiência profissional e formação acadêmica, e nesta equação, a questão da experiência tem ainda um peso relativamente maior na visão das empresas e recrutadores.
Logística = bom senso + disciplina + perseverança
De uma forma bastante simples, podemos dizer que Logística é sinônimo de BOM SENSO, DISCIPLINA e PERSEVERANÇA.
O bom senso é obtido a partir do julgamento individual e particular de cada profissional, que depende, por sua vez, da experiência pessoal, da vivência profissional e de elementos do caráter e da personalidade de cada um. Aqui, a formação acadêmica poderá ser um grande diferencial, pois tornará o bom senso um excelente e importante atalho para atingir as metas e os desafios propostos.
A disciplina, além de ser uma característica pessoal, está diretamente ligada à existência de processos formais. Por mais disciplinado que seja um profissional, pouco ou nada conseguirá em uma empresa onde os processos não estejam formalizados ou aonde existam lacunas e redundâncias em atividades de grande importância tática e estratégica. Por outro lado, processos desenhados sob a perspectiva dos Clientes internos e externos, estando orientados para as suas necessidades e expectativas, otimizam o papel exercido pela disciplina Não é a toa que no meio militar, onde a disciplina é um dos principais pilares da instituição, a gestão logística permite alcançar resultados excepcionais. 
A perseverança é a força motora que mantém a “chama acesa”, e que permitirá o renascimento a cada derrota diante dos difíceis obstáculos que surgirão. A capacidade de renovação é fundamental não apenas para o profissional em si, mas para toda a equipe e empresa, pois tem um caráter motivacional muito grande, influenciando positivamente muitas pessoas ao seu redor. Na rotina da área de Logística Supply Chain não faltarão desafios e tampouco o constante sobe-desce da carreira dos profissionais da área.
Em cenários cada vez mais agressivos e menos tolerantes a erros, onde serão cobrados resultados de alto impacto no curto prazo e melhorias constantes ano após ano, a postura do profissional de Logística e Supply Chain se constituirá no grande diferencial. 
A logística, embora uma ciência quase que exata, estará cada vez mais revestida de um caráter pessoal, onde o fator humano terá papel preponderante!
Como pudemos ver, a efetividade na logística apenas poderá ser alcançada a partir de um estado comportamental que envolva bom senso, disciplina e perseverança, e que se somada a outras atitudes e qualidades como capacidade em trabalhar em equipe, objetividade, flexibilidade e resistência a situações de estresse, produzirá resultados inimagináveis. 
Não será suficiente apenas aos profissionais da área de Logística e Supply Chain investir na sua formação acadêmica. Deverão continuar, é claro, acumulando novos conhecimentos, mas sem perder a vitalidade prática e o contato com o operacional e a presença junto ao dia-a-dia do motorista e dos armazéns, além é claro, do constante contato com Clientes e Fornecedores. 
A “fórmula mágica” do profissional de SUCESSO passará pelo aprimoramento técnico, mas também pelo reforço da competência de BOM SENSO, PERSERVERANÇA e DISCIPLINA.
A primeira, conseguimos nas salas de aula; as demais, no campo de batalha. Combinar as duas coisas será o segredo do sucesso dos profissionais da área.
Fonte: Net Logística. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Logística de transportes e 

distribuição – caso do Wal-Mart



A maior rede varejista do planeta, o Wal-Mart, planeja mais um importante passo rumo a excelência de seus serviços logísticos. Na década de 80 o Wal-Mart foi o pioneiro na implantação do sistema VMI – onde os estoques nas lojas do Wal-Mart eram controlados pelo fornecedor dos produtos.
Desta vez, o Wal-Mart quer ser o responsável pelo transporte dos produtos de quase todos os fornecedores para as mais de 4.000 lojas nos Estados Unidos. A idéia é assumir este transporte quando o Wal-Mart for capaz de realizar o mesmo serviço com custos menores, pois a rede tem escala suficiente para fazer o transporte de qualquer produto melhor que a maioria dos fabricantes o faz atualmente: desde comida para cachorro até cadeiras de jardim. “Isso permitirá liberar nossos fornecedores para fazer o que fazem de melhor: fabricar produtos para nós”, destaca o Vice-Presidente de Transporte Corporativo da rede. E com preços menores, as vendas tendem a aumentar.
Como fazer um sistema desse tamanho dar certo?
Este sistema tem todos os ingredientes para ser mais um sucesso justamente por seu tamanho. O Wal-Mart tem volume suficiente para forçar os fornecedores a entrar neste novo sistema, caso seja vantajoso para a grande rede. Como o fornecedor estará livre do transporte,cobrará preços menores, que em teoria serão repassados aos consumidores, conseguindo assim uma pequena vantagem no mercado, muito competitivo nessa indústria. Para dar uma noção do volume, em 2009 o Wal-Mart economizou US$ 200 milhões através de embalagem, agendamento e roteamento mais eficiente dos caminhões nos EUA. Além do total financeiro, os caminhões rodaram 160 milhões de km a menos, despejando menos poluentes na atmosfera.
Até o momento, a maioria dos fornecedores envia seus produtos até os Centros de Distribuição da rede, que de lá despacha para as lojas e centros regionais usando seus 6.500 caminhões e 55 mil reboques. No novos sistema, o Wal-Mart usará ainda mais sua frota, bem como terceirizará parte dos transportes dos fornecedores às lojas.
Fonte:Logística Descomplicada