quinta-feira, 13 de março de 2014

BR-163 vai receber investimentos de R$ 333 milhões
ANTT prevê que em 2015 iniciará cobrança do pedágio

A CCR (Companhia de Participações em Concessões) vai investir R$ 333,3 milhões apenas na realização de melhorias na BR-163, conforme o cronograma da privatização divulgado pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre). O montante não inclui os gastos com a duplicação. O investimento total em 30 anos será de R$ 6 bilhões. O órgão estima que a cobrança do pedágio só terá início a partir do 18º mês após a assinatura do contrato, prevista para esta quinta-feira (6).

Além de duplicar 847 quilômetros da BR-163, entre as divisas de Mato Grosso do Sul com os estados do Mato Grosso e Paraná, a concessão prevê investimentos de R$ 333,3 milhões em obras emergenciais. Serão aplicados R$ 289 milhões em obras de reparo, como limpeza das pistas e acostamentos, restauração preliminar do pavimento, tratamento da faixa de domínio, canteiro central, restauração emergencial das obras de artes especiais, sinalização, iluminação e instalações elétricas e das vias marginais, acessos, trevos e entroncamentos.

Um dos itens exige que o reparo profundo com cimento asfalto, que representa 5% da extensão da rodovia, que está em condições precárias. Nesta etapa, a concessionária deverá efetuar obras para garantir a segurança dos pedestres e motoristas e aprimorar a apresentação visual da rodovia.

Só em indenizações para a duplicação da via serão investidos R$ 50 milhões. Também estão previstos R$ 44,2 milhões na construção de praças de pedágios, reforma e ampliação dos postos da Polícia Rodoviária Federal. Só na implantação e substituição de defensas metálicas e construção de cercas de proteção serão investidos R$ 44,2 milhões.

FONTE: GUIA DO TRANSPORTADOR

quarta-feira, 12 de março de 2014

Logística nas catástrofes


O mundo assiste às catástrofes naturais que desafiam governos e setores humanitários, de infraestrutura e de logística integrada a minimizar os impactos devastadores nas vidas dessas pessoas.
logistica humanitariaNão há nada que nos deixe mais orgulhosos do que ver o poderio logístico atuando no apoio às vítimas de catástrofes. E estamos vendo, cada vez mais, essas operações que envolvem cidades, estados e países numa concentração de pura logística, de feitos indescritíveis tornando aquela mesma logística que se intensificou nas guerras uma ferramenta valiosíssima para o socorro, para a reconstrução das vidas dessas pessoas que, assim como muitos de nós, e justificável, não enxergam a importância de uma logística bem estruturada diante do estarrecimento e do desespero.
E como age essa logística sem estradas, com inundações, tempestades e deslizamentos? Como fazê-la sem pousos de aeronaves, sem meio nenhum de locomoção para distribuir água e alimentos, por exemplo? Ultimamente, devido à devastação de áreas inteiras, a técnica do “inventário pré-posicionamento” (técnica utilizada pela logística humanitária que consiste na seleção de locais para armazenagem) é comprometida e as dificuldades são multiplicadas. Salvar essas vidas é a maior certeza de que Deus é pela Logística e de que o desespero se combate com planejamento também, mesmo nesses eventos inevitáveis.
Vimos o estado da Califórnia se reerguer; vimos o Japão reconstruir aeroportos e estradas em sessenta dias; vimos e estamos vendo o Haiti que, quase quatro anos depois, sofre com os impactos dos seus terremotos e longe, bem longe, de voltar àquela vida já difícil na época. Vimos o Brasil com suas tragédias naturais se arrastar na burocracia ao ponto de perecer as cargas destinadas às vítimas e a rapidez nos desvios de donativos que nunca chegaram para o socorro dessas vidas. Por que tanta diferença? Isso não é só questão de cooperação e de vontade política. Isso é planejamento logístico. São desafios que só percebemos quão grandes quando nos envolvemos diretamente.
Brasil, Estados Unidos, Japão, Haiti e recentemente Filipinas – que sofre com desastres ao longo de sua história – têm suas diferenças geográficas, políticas e econômicas que determinam a eficácia e a eficiência de um plano de ação. Assim, muitas vidas são perdidas não só pelas adversidades, como também, pela falta dessa força logística.
Nessa hora, sim! Entra toda a questão da falta de interesse. Seja da falta de interesse do poder público em educar e formar mentes nesses países para usufruir posterior e oportunamente e a falta de interesse da ONU (Organização das Nações Unidas) que parece não entender que um país rico precisa de um apoio momentâneo enquanto que um país pobre precisa de uma ajuda mais intensa e duradoura, pois a retomada a normalidade se dá de forma bem mais lenta; embora não signifique que seja mais cara do que a ajuda dada ao primeiro. Infelizmente, as formas de fazer política e logística se confundem. Mas a Logística sempre se sobressai.
Até se pode represar um rio, contudo, assim como a Logística, sempre achará um caminho. As necessidades vão se desenhando e as soluções vêm acompanhando. Claro que poder financeiro diz muito nessa hora, mas a criatividade, a persistência e a entrega não têm valor menor.
A Logística está em cada etapa: no auxílio às vítimas com remédios, comida e água; na limpeza e reconstrução e, infelizmente, na lida com os corpos para se evitar epidemias e possibilitar, quando possível, um pouco de dignidade aos que se foram e aos que ficaram para testemunhar a força da natureza e a ação ou omissão do homem.

Fonte:http://www.logisticadescomplicada.com/

segunda-feira, 10 de março de 2014

 E O OSCAR VAI PARA…


22 OUVIMOS 042
Romano convidou-me para escrever um artigo para o “Ouvimos por aí ”sobre os cuidados com a contratação de um CEO moderno, tendências e oportunidades, quando estávamos num bar nos refrescando, no fim de tarde deste tórrido verão do Rio, tomando uma estúpida cerva e discutindo efusivamente que filme ou ator ganhariam o Oscar de 2014.
Com a discussão cada vez mais acirrada e estridente, sem mais nem menos, entra na conversa a mesa ao lado com seus palpites e críticas ao desempenho dos indicados. Ao final de poucos minutos, o bar era o próprio Teatro Dolby. Foi aí que pensei, de médicos, loucos, técnicos de futebol, consultores  e críticos de cinemas todos nós temos um pouco.
O que a cena acima tem a ver com o tema deste artigo? Tudo, principalmente a ecletismo do conhecimento, uma característica muito peculiar do brasileiro que de tudo conhece um pouco. Virtude ou defeito? Ambas, depende da situação e neste contexto é que me veio a ideia do tema por ele pedido.
Assim, faça tudo o que manda o manual de contratação de altos executivos, mas acrescente o ecletismo na hora de se decidir pelos top five selecionados – reserve o fígado e vá para cinco encontros num bar despojado, de preferência com boa cerva, e faça sua avaliação final discutindo vários assuntos, dos profissionais, não necessariamente na mesma ordem, sobre melhores práticas de relações com investidores, governança corporativa, seus conceitos sobre o tratamento com o cliente, ética e reputação- como bem lembra o meu anfitrião-, preparação continua dele, candidato,  e dos colaboradores e esmero na contratação dos fornecedores.
Compreenda seu envolvimento com assuntos de inteligência competitiva,dashboards, networking corporativo e pessoal e benchmarking.
Detenha-se na sua experiência com planejamento estratégico e ferramentas como valor econômico agregado (EVA – Economic Value Added), EVM (Enterprise Value Management) e a eficácia em resultados de redução de custos e despesas, enfim, capte sua capacidade em implantação e operação de ERPs, Workflow, disciplina orçamentária, programas de inovação tecnológicas e, finalmente entenda sua reação com compliance, responsabilidade social, eficiência em gestão e programas de qualidade total.
Depois de tudo, termine discutindo assuntos triviais e cotidianos como família, política, cultura, medicina tropical, futebol, samba e cinema. Afinal, além da experiência profissional, a tendência para ser um CEO moderno é a de ser eclético e, como diz o velho ditado, de médicos e loucos todos nós temos um pouco.
E o Oscar vai para …
Paulo Cesar S. Azevedo é consultor
Fonte:http://laboratoriodaconsultoria.com.br/

sábado, 8 de março de 2014

Desafios da Logística Brasileira em 2014


desafiologistico

Como sabemos, este ano de 2014 será extremamente curto do ponto de vista comercial, pois teremos vários eventos, desde aqueles que acontecem todos os anos, como o carnaval, além dos feriados e dias santos, como também eleições e a copa do Mundo, que será realizada em 12 cidades do Brasil.

Em cidades que sediarão jogos, como Natal, no Rio Grande do Norte, teremos apenas dois dias úteis entre 12 e 24 de junho. Isso acontecerá porque as cidades sede poderão decretar feriado em seu território nos dias de jogos. Essa diminuição de dias úteis com certeza trará grandes impactos logísticos.

O Governo Federal estima uma entrada de mais de 600 mil turistas estrangeiros e mais de três milhões de brasileiros viajando pelo País e que, juntos, gastarão mais de 25 bilhões de reais. Imaginem o aumento que teremos no consumo de inúmeras variações de produtos. A pergunta é: estamos preparados para abastecer o Brasil nesse curto espaço de tempo?

Os aeroportos brasileiros podem ser considerados como um “Calcanhar de Aquiles” na preparação do País para os eventos esportivos internacionais que sediará. A situação dos terminais é considerada crítica em todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

Além disso, todas as cidades-sede apresentam problemas de mobilidade urbana, com obras bastante atrasadas, de acordo com a Subcomissão Parlamentar Temporária Copa 2014, Olimpíada e Paraolimpíada 2016. Sem contar que as estradas por onde os produtos escoam estão em péssimas condições.

Para superar esses obstáculos, todos eles precisarão contar com uma organização profissional de logística, avaliando desde o planejamento, passando pela execução e terminando no acompanhamento e controle das tarefas relacionadas ao fluxo de materiais e informações, do fornecedor até o cliente final. Para tal, necessitarão de ferramentas que os auxiliem nessas tarefas, como WMS (Warehouse Management System), TMS (Transport Management System), BI (Business intelligence), entre outras. Entre os setores que mais deverão ser estimulados, estão: armazenagem, transportes, construção civil, turismo e hospedagem, confecções e bebidas.

Os desafios são gigantescos e os problemas maiores ainda, mas vamos torcer para que consigamos superá-los, pois os profissionais brasileiros são muito hábeis nesse sentido e têm feito isso há décadas. E, por falar em profissionais hábeis, vamos torcer também para nossa seleção ganhar essa copa, pois neste quesito não há falta de habilidade em campo.

* Wagner Tadeu Rodrigues é presidente da Store Automação.

Fonte:http://www.imam.com.br/

sexta-feira, 7 de março de 2014

Compra de caminhões cresce em ritmo menor

Juro negativado não tem sido suficiente para negociar em frota

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Embora o financimento à aquisição de bens de capital tenha permanecido o ano passado inteiro com juros negativos nas linhas do Banco Nacjonal de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os investimentos em caminhões e ônibus em 2013 não foram suficientes para recuperar o tombo do ano anterior, segundo cálculos da LCA Consultores.

Em 2012,  caminhões e ônibus responderam por quase metade da queda de 4% na formação bruta de capital fixo (FBCF, conta dos investimentos no Produto Interno Bruto, o PIB). Ano passado, os investimentos devem ter crescido 4,7%, na projeção da LCA, reduzindo o ritmo de quase 8% verificado no primeiro semestre. Caminhões e ônibus adicionaram 0,8 ponto percentual (17% do total).

O instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) divulgará  os numeros definitivos amanhã, no Rio. Para Braulio Borges, ecnomista-chefe da LCA, a explicação para o peso menor dos caminhões e ônibus nos investimentos remonta a 2011. Com a mudança no padrão dos motores em janeiro de 2012, houve antecipação de compra no ano anterior. Como a frota tem vida útil superior a um ano, o juro negativado é insuficiente para icentivar novos investimentos. "O crédito com juro negativo surtiu efeito, mas o consumo aparente de caminhões e ônibus  não se recuperou do tombo de 2012, por causa da antecipação", explica.

FONTE: ESTADO DE S.PAULO

quinta-feira, 6 de março de 2014

AÇÕES PARA MELHORAR CHEGADA A SANTOS SURTEM EFEITOS POSITIVOS



Entidades que integram Plano de Gestão Integrada afirmam que houve melhora


Duas semanas após a implantação do Plano de Gestão Integrada Baixada Santista, criado pela ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e Ecovias para reduzir o impacto provocado pelos caminhões que transportam a safra de grãos pelas rodovias que dão acesso ao Porto de Santos, a avaliação é que houve melhora no fluxo de tráfego.
Segundo balanço divulgado, as estradas que fazem essa ligação registraram nesta semana o seu maior fluxo – 13.358 caminhões (dia 26/02) - sem que tenha havido pontos de congestionamentos.
De acordo com a avaliação, as ações previstas para os 29 pontos do Polo Industrial de Cubatão, dos Terminais Portuários e das Margens Direita e Esquerda do Porto surtiram efeito, evitando que os transtornos fossem tão intensos quanto os verificados na mesma época no ano passado. As operações foram iniciadas no dia 15 de fevereiro.
Nos casos em que o congestionamento ultrapassou o previsto, o que ocorreu em três oportunidades no período analisado, foram diagnosticados os motivos e a conclusão é de que as ocorrências que geraram essas lentidões foram, na sua maioria, pontuais. O grupo que integra o Plano de Gestão é formado por representantes de 25 instituições.
O primeiro balanço sobre as ações foi divulgado nesta quinta-feira (28/02) em reunião que teve a participação dos órgãos que integram o Plano de Gestão Integrada Baixada Santista, evento em que foram anunciadas medidas para aperfeiçoar ainda mais as ações.
Uma delas é o início de operação de um aplicativo (EcorodoviasApp) para smartphone e tablet que fornecerá ao usuário informações sobre as condições do tráfego, informação do clima, imagens de câmeras e condições de operações das vias.
Outra medida é ampliar a integração com Polícias, prefeituras da Baixada Santista e Codesp através das câmeras da concessionária Ecovias no Sistema Anchieta/Imigrantes, onde será possível disponibilizar a visualização de câmeras específicas conforme escolha de cada entidade. O objetivo é agilizar ainda mais o atendimento por esses órgãos em casos de contingências. Também foram apresentadas novas sugestões de ações.

Fonte:http://www.ocarreteiro.com.br/

quarta-feira, 5 de março de 2014

Pincéis Atlas reduz custo logístico em 18% com novo CD


pinceisatlas300
A Pincéis Atlas comemora os resultados do primeiro ano de funcionamento de seu novo Centro de Distribuição (CD), que proporcionou uma redução de 18% no custo logístico e reduziu a zero a utilização de depósitos de terceiros para armazenar seus produtos.
Com dez mil m² e com pé direito de 12 m de altura, o CD está localizado em Esteio (RS) e tem tecnologia de ponta para agilizar. 

Entre os ganhos obtidos no primeiro ano de funcionamento, o novo CD permitiu um incremento de 28% na separação de pedidos oriundo da utilização das selecionadoras, e a disponibilidade de produtos em estoque chegou a 99,7%. Com os novos equipamentos de movimentação, a Atlas conseguiu aumentar em 50% o intervalo entre recarga das baterias, e a precisão dos estoques subiu de 95% para 99%. Além disso, o maior espaço das docas permitiu que as transportadoras efetuassem o seu processo de identificação e roteirização durante o carregamento, ainda dentro da empresa, reduzindo o prazo de entrega.

Com o novo Centro de Distribuição, a Atlas dedicou a estrutura antiga para atender exclusivamente o mercado externo, ampliando a gama de produtos específicos para exportação, reduzindo de forma expressiva os prazos de entrega.