quinta-feira, 20 de março de 2014

Sete lotes da BR-381 já estão licitados para duplicação
Governo afirma que reformas em 300 km são prioridade

O projeto para duplicação, restauração e adequação da capacidade da BR-381 prevê reformas em 303 km de extensão da rodovia em Minas Gerais. O trecho foi dividido em 11 lotes para contratação das empresas responsáveis pelas obras. Por enquanto, sete foram licitados. Outros três editais estão abertos desde o início de março e a previsão é que o último seja publicado nos próximos dias, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

As reformas foram cobradas pelo presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, em diversos contatos com o Ministério dos Transportes. Segundo ele, além do risco de acidentes decorrente das más condições da rodovia, a BR-381 se tornou um gargalo à economia de Minas Gerais, uma vez que eleva os custos do transporte, impedindo investimento de empresas e indústrias.

O trecho que deve passar pelas alterações vai de Belo Horizonte até Governador Valadares. Além de novas pistas e restauração da atual, serão construídos cinco túneis, 34 pontes e 66 viadutos, 31 passarelas, 150 paradas de ônibus e implantação de 133 mil metros de defensas. O Ministério dos Transportes afirma que a obra é considerada prioritária para o governo federal.

O DNIT anunciou o lançamento dos editais há aproximadamente um ano. Neste mês, o órgão divulgou um balanço das medidas já adotadas e afirmou que estão de acordo com o cronograma.

FONTE: CNT

quarta-feira, 19 de março de 2014

Governo Federal propõe novo modelo para ferrovias do país.


O novo modelo de ferrovias que o governo quer implantar vai forçar os atuais concessionários a abrir espaço para que concorrentes passem por suas linhas. O objetivo é aumentar a competição e derrubar o preço das tarifas. Mas, para que isso dê certo, é preciso convencer as empresas brasileiras a entrarem num ramo de negócio que ainda não existe no País: o de Operador Ferroviário Independente (OFI). Ele será uma empresa transportadora que terá trens, mas não terá linhas. Vai utilizar a infraestrutura de terceiros.
"Os candidatos naturais a esse negócio são usuários de ferrovia, pois o transporte é parte relevante do preço final deles", disse ao Estado o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Carlos Fernando do Nascimento. No País, 80% da carga dos trens são grãos e minérios. O diretor acredita que, além dos usuários, o negócio poderá atrair grandes operadores logísticos, armadores e transportadores rodoviários.
"Tem várias empresas que se manifestaram interessadas", confirmou o ministro dos Transportes, César Borges. Uma proposta para regulamentar o funcionamento dos OFIs foi colocada em audiência pública pela ANTT na quinta-feira passada, dia 6. Não há previsão sobre quando o regulamento ficará pronto. Dependerá, entre outras coisas, da complexidade das sugestões que serão apresentadas pelos interessados, explicou o diretor. O leilão do primeiro trecho ferroviário poderá ser realizado independentemente de as normas estarem prontas.
Modelo - O OFI é uma figura que casa com a nova proposta do governo para as ferrovias, no qual um concessionário construirá e manterá uma linha mas não terá carga. Essa será transportada pelos OFIs. É um modelo totalmente diferente do que está em vigor no País hoje, no qual os concessionários de ferrovia são também os donos da carga. A passagem de produtos de outras empresas é, às vezes, problemática. Por isso o governo de Dilma Rousseff optou pelo modelo chamado "aberto", no qual as cargas têm passagem livre.
Os OFIs poderão transitar também pelas linhas concedidas no modelo "antigo", segundo informou o diretor da ANTT. "Eles poderão utilizar a capacidade ociosa delas", informou. Há, porém, linhas em que há pouca ou nenhuma ociosidade. Um exemplo é a Estrada de Ferro dos Carajás, que liga a Ferrovia Norte-Sul ao porto de Itaqui (MA), e que está sendo duplicada. Ele acredita que, com a duplicação, haverá capacidade para acomodar os OFIs. Nas linhas saturadas, a ANTT poderá determinar ao concessionário que faça mais investimentos. "O concessionário também poderá negociar a ampliação da capacidade com o OFI", acrescentou.
Autorização - A proposta de regulamentação prevê que as empresas que preencherem os requisitos da ANTT serão autorizados a operar durante dez anos, renováveis por períodos iguais e sucessivos. Os preços a serem cobrados pelos OFIs serão livres, mas a ANTT poderá coibir abusos, disse o diretor. Se, por exemplo, a tarifa ultrapassar em mais de 150% o custo médio estimado para aquele trecho, a empresa será investigada pela agência conforme a lei de defesa da concorrência. No limite, ela poderá perder a autorização para operar como OFI.
A nota técnica que acompanha a proposta de regulamentação aponta para um preço médio de R$ 36,18 por mil toneladas quilômetros úteis (a unidade de transporte de carga). Mas o diretor afirma que não se trata de um tabelamento. "Esse é só um exemplo", disse. A cifra foi apurada nos estudos econômicos que embasaram o edital de concessão ferroviária.

Fonte: Paraná Online / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística.

terça-feira, 18 de março de 2014

Investimento para manter ferrovias


ALL-Locomotiva
Nos últimos três anos, a concessionária de ferrovias América Latina Logística (ALL), investiu o montante de R$ 82 milhões em 20 novas máquinas que serão usadas para conservar o traçado das linhas férreas, no trecho detido pela companhia, e melhorar a extensão de rolamento dos trilhos nos ramais que possuem o tráfego intenso nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso. O objetivo é manter as boas condições da malha para a realização das operações.

A compra dos equipamentos, oriundos da Europa e Estados Unidos, fazem parte do planejamento estratégico firmado pela empresa em 2012. Dividido em duas etapas, a primeira fase do projeto teve início em 2013 e recebeu aportes de R$ 18 milhões para a compra de cinco máquinas. Este ano, a empresa colocou em prática a segunda parte do plano com o aditamento de R$ 64 milhões para a aquisição de 15 equipamentos. “O investimento contribuirá não somente para o aumento da produtividade e da segurança das nossas operações, mas também para a evolução do transporte ferroviário do país como um todo”, concluiu o gerente de via da ALL, Ederson Padilha.

A América Latina Logística (ALL) é uma das empresas do setor ferroviário que estará presente na 20ª edição da Intermodal South America - Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior, que acontece de 1 a 3 de abril, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

Fonte:http://www.imam.com.br/

segunda-feira, 17 de março de 2014

Store Automação agrega nova funcionalidade ao seu TMS para atender a obrigatoriedade MDF-e 


Módulo desenvolvido pela fornecedora de softwares orientados ao setor logístico facilita o processo de autorização junto à Sefaz, bem como a guarda do documento de forma eletrônica 

Pensando em atender seus clientes de ponta a ponta, a Store Automação incluiu no seu sistema de TMS (Transportation Management System) uma nova funcionalidade que permite estar em conformidade com a obrigatoriedade MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), que tem como finalidade agilizar o registro em lote de documentos fiscais em trânsito e identificar a unidade de carga utilizada e demais características do transporte.
Em vigor desde janeiro deste ano, a MDF-e tem como objetivo a implantação de um modelo nacional de documento fiscal eletrônico que substitua a sistemática de emissão do documento em papel. Com validade jurídica garantida pela assinatura digital do emitente, simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes e permitindo, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco, o documento deve ser emitido por empresas prestadoras de serviço de transporte.
A Sefaz definiu quatro datas para que as empresas entrem em vigor com a obrigatoriedade. Em janeiro, as empresas transportadoras que atuam no modal rodoviário, aéreo e ferroviário. Já em fevereiro foi a vez das empresas emitentes de Nota Fiscal Eletrônica, que são os embarcadores. Para julho estão previstas as empresas que atuam no modal rodoviário, não optantes pelo Simples Nacional e empresas que atuam no modal aquaviário. Por fim, outubro é mês dedicado às companhias que atuam no modal rodoviário, optantes pelo Simples Nacional.
Com uma parametrização no sistema TMS da Store, as empresas, tanto as transportadoras, como as embarcadoras, têm o processo de emissão do MDF-e simplificado. Para as transportadoras, é só escolher os conhecimentos de transporte que foram emitidos, relacionar no manifesto e solicitar a autorização junto à Sefaz, que devolverá o MDF autorizado. No caso das embarcadoras, é só escolher os documentos (Notas Fiscais Eletrônicas) que poderão ser facilmente integradas no sistema, relacionar no manifesto e solicitar a autorização junto à Secretaria da Fazenda.
Para facilitar o processo de autorização junto ao Fisco, a Store conta com o parceiro NDDigital, que realiza todo o processo e a guarda dos documentos eletrônicos. “Buscamos ofertar ao mercado produtos consolidados e reconhecidos que primam pela eficácia de toda a cadeia de distribuição, por isso estamos atentos ao mercado logístico para propor alternativas quer agilizem o processo do cliente”, finaliza o presidente da Store Automação, Wagner Tadeu Rodrigues.
Fonte:http://www.mundologistica.com.br/

sexta-feira, 14 de março de 2014

Drive in para otimizar estocagem


betoliniloja
A Girando Sol, marca de produtos de limpeza, instalou o drive in da Bertolini em sua nova fábrica em Arroio do Meio (RS).
A solução permite otimizar o aproveitamento do espaço físico, possibilitando o aumento da capacidade de estocagem e maior seletividade dos produtos.

O projeto foi desenvolvido pela equipe técnica da Bertolini, que analisou as particularidades e demandas da empresa até chegar à alternativa ideal. O sistema ocupa seis mil m² de área, com capacidade para 12.500 posições e será destinado para armazenagem dos estoques da fábrica de produtos de limpeza.

O gerente geral da Girando Sol, Marco Antonio Jaeger, explica que a Bertolini foi escolhida para fornecer as estruturas por apresentar a melhor solução custo/benefício. “O maior benefício do drive in é a durabilidade do equipamento e o menor gasto com manutenção, pois é construído com material e chapas pré-galvanizadas”, observa o gerente.

Além disso, esse produto oferece maior segurança e velocidade nas operações de carga/descarga, prevenindo o risco de acidentes aos operadores e danos estruturais ao sistema de estocagem. A solução é formada por blocos contínuos de estocagem, que permitem uma utilização máxima do volume disponível, com a redução de corredores para empilhadeiras. O processo de estocagem é realizado em profundidade e altura no bloco. Este sistema é indicado quando o custo do espaço é elevado e quando os produtos possuem pouca variedade.

Fonte:http://www.imam.com.br/

quinta-feira, 13 de março de 2014

BR-163 vai receber investimentos de R$ 333 milhões
ANTT prevê que em 2015 iniciará cobrança do pedágio

A CCR (Companhia de Participações em Concessões) vai investir R$ 333,3 milhões apenas na realização de melhorias na BR-163, conforme o cronograma da privatização divulgado pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre). O montante não inclui os gastos com a duplicação. O investimento total em 30 anos será de R$ 6 bilhões. O órgão estima que a cobrança do pedágio só terá início a partir do 18º mês após a assinatura do contrato, prevista para esta quinta-feira (6).

Além de duplicar 847 quilômetros da BR-163, entre as divisas de Mato Grosso do Sul com os estados do Mato Grosso e Paraná, a concessão prevê investimentos de R$ 333,3 milhões em obras emergenciais. Serão aplicados R$ 289 milhões em obras de reparo, como limpeza das pistas e acostamentos, restauração preliminar do pavimento, tratamento da faixa de domínio, canteiro central, restauração emergencial das obras de artes especiais, sinalização, iluminação e instalações elétricas e das vias marginais, acessos, trevos e entroncamentos.

Um dos itens exige que o reparo profundo com cimento asfalto, que representa 5% da extensão da rodovia, que está em condições precárias. Nesta etapa, a concessionária deverá efetuar obras para garantir a segurança dos pedestres e motoristas e aprimorar a apresentação visual da rodovia.

Só em indenizações para a duplicação da via serão investidos R$ 50 milhões. Também estão previstos R$ 44,2 milhões na construção de praças de pedágios, reforma e ampliação dos postos da Polícia Rodoviária Federal. Só na implantação e substituição de defensas metálicas e construção de cercas de proteção serão investidos R$ 44,2 milhões.

FONTE: GUIA DO TRANSPORTADOR

quarta-feira, 12 de março de 2014

Logística nas catástrofes


O mundo assiste às catástrofes naturais que desafiam governos e setores humanitários, de infraestrutura e de logística integrada a minimizar os impactos devastadores nas vidas dessas pessoas.
logistica humanitariaNão há nada que nos deixe mais orgulhosos do que ver o poderio logístico atuando no apoio às vítimas de catástrofes. E estamos vendo, cada vez mais, essas operações que envolvem cidades, estados e países numa concentração de pura logística, de feitos indescritíveis tornando aquela mesma logística que se intensificou nas guerras uma ferramenta valiosíssima para o socorro, para a reconstrução das vidas dessas pessoas que, assim como muitos de nós, e justificável, não enxergam a importância de uma logística bem estruturada diante do estarrecimento e do desespero.
E como age essa logística sem estradas, com inundações, tempestades e deslizamentos? Como fazê-la sem pousos de aeronaves, sem meio nenhum de locomoção para distribuir água e alimentos, por exemplo? Ultimamente, devido à devastação de áreas inteiras, a técnica do “inventário pré-posicionamento” (técnica utilizada pela logística humanitária que consiste na seleção de locais para armazenagem) é comprometida e as dificuldades são multiplicadas. Salvar essas vidas é a maior certeza de que Deus é pela Logística e de que o desespero se combate com planejamento também, mesmo nesses eventos inevitáveis.
Vimos o estado da Califórnia se reerguer; vimos o Japão reconstruir aeroportos e estradas em sessenta dias; vimos e estamos vendo o Haiti que, quase quatro anos depois, sofre com os impactos dos seus terremotos e longe, bem longe, de voltar àquela vida já difícil na época. Vimos o Brasil com suas tragédias naturais se arrastar na burocracia ao ponto de perecer as cargas destinadas às vítimas e a rapidez nos desvios de donativos que nunca chegaram para o socorro dessas vidas. Por que tanta diferença? Isso não é só questão de cooperação e de vontade política. Isso é planejamento logístico. São desafios que só percebemos quão grandes quando nos envolvemos diretamente.
Brasil, Estados Unidos, Japão, Haiti e recentemente Filipinas – que sofre com desastres ao longo de sua história – têm suas diferenças geográficas, políticas e econômicas que determinam a eficácia e a eficiência de um plano de ação. Assim, muitas vidas são perdidas não só pelas adversidades, como também, pela falta dessa força logística.
Nessa hora, sim! Entra toda a questão da falta de interesse. Seja da falta de interesse do poder público em educar e formar mentes nesses países para usufruir posterior e oportunamente e a falta de interesse da ONU (Organização das Nações Unidas) que parece não entender que um país rico precisa de um apoio momentâneo enquanto que um país pobre precisa de uma ajuda mais intensa e duradoura, pois a retomada a normalidade se dá de forma bem mais lenta; embora não signifique que seja mais cara do que a ajuda dada ao primeiro. Infelizmente, as formas de fazer política e logística se confundem. Mas a Logística sempre se sobressai.
Até se pode represar um rio, contudo, assim como a Logística, sempre achará um caminho. As necessidades vão se desenhando e as soluções vêm acompanhando. Claro que poder financeiro diz muito nessa hora, mas a criatividade, a persistência e a entrega não têm valor menor.
A Logística está em cada etapa: no auxílio às vítimas com remédios, comida e água; na limpeza e reconstrução e, infelizmente, na lida com os corpos para se evitar epidemias e possibilitar, quando possível, um pouco de dignidade aos que se foram e aos que ficaram para testemunhar a força da natureza e a ação ou omissão do homem.

Fonte:http://www.logisticadescomplicada.com/