terça-feira, 2 de julho de 2013

Movimentação de cargas no Porto de Santos cresce 15%




Com quase 15% de crescimento, a movimentação de cargas pelo Porto de Santos atingiu novo recorde para o acumulado com 44,45 milhões t e de 9,86 milhões t no período mensal,  terceiro melhor mês na história do complexo e o melhor desempenho para os meses de maio. A taxa de crescimento de 14,9% no período também é destaque, representando a terceira maior nos últimos 10 anos (suplantada apenas em 2004 e 2010), e superando em mais que o dobro a média de crescimento verificada para esse período (6,44%).

A exportação garantiu o forte desempenho do período, registrando mais uma vez significativa alta nos embarques das commodities agrícolas. Somente o chamado complexo soja, englobando grãos e farelos, alcançou no acumulado mais de 10 milhões de toneladas, superando em 4,3% igual período do ano passado. Com 6,5 milhões de toneladas, o açúcar ampliou sua movimentação em 161,4%. O milho registrou forte aumento de 563,2%, chegando a 1,6 milhão de toneladas. No total, as exportações contribuíram com 71% do total movimentado pelo complexo e variação de 22% no período. As importações tiveram ligeiro crescimento de 0,7%, impulsionadas pelas descargas de minério de ferro, com aumento de 157,5% de janeiro a maio.

As operações com contêineres mantém a tendência de crescimento, com 6,6% de aumento. O total chegou a 1,31 milhão no acumulado, equivalente a 13,57 milhões de toneladas,  representando 30,52% da carga movimentada em Santos.

O fluxo de navios apontou redução de 6,0% em relação ao total verificado ano passado, com 2.161 atracações. A marca representa ganho na consignação média da carga da ordem de 12,39%. No período, a  tonelagem média por embarcação subiu de 16,46 mil toneladas para 20,57 mil toneladas.

Na balança comercial, Santos mantém sua participação em torno de 26%, registrando aumento de 4% no valor das cargas operadas. Até maio, passaram pelo complexo o equivalente a US$ 49,4 bilhões, sendo US$ 24 bilhões de importações e US$ 25,3 bilhões de exportações. A China lidera o ranking da parceria comercial com Santos, nos dois fluxos, participando com 17,8% nas importações   e 17,3% nas exportações.

Indústria já prevê reduzir produção

Caminhoneiros fizeram ontem 33 protestos em 9 Estados brasileiros. Em Santa Catarina, a Coopercentral Aurora Alimentos informou que, a partir de hoje, reduzirá ou paralisará as atividades em cinco plantas industriais.

Segundo a Aurora, os caminhões que levam rações para as propriedades rurais e os que transportam aves, suínos e leite in natura foram retidos nas dezenas de barreiras montadas pelos manifestantes. As indústrias estão sem matéria-prima para processar e os produtores, sem receber a ração para alimentar os plantéis de 20 milhões de aves e 800 mil suínos.

O frigorífico de São Miguel do Oeste, por exemplo, anunciou que reduzirá em 50% o abate diário de suínos, que baixará de 1,9 mil para 950 animais/dia. Já o frigorífico de aves de Maravilha suspenderá em 100% as atividades e deixará de abater e processar 145 mil frangos/dia. Cerca de 2 mil trabalhadores serão dispensados hoje.

O principal bloqueio no Estado ocorreu na BR-282, próximo do trevo de acesso à cidade de Maravilha, na região oeste, mas os protestos no País impediram a circulação de caminhões que saíam de vários Estados.

No Rio houve bloqueio em duas vias federais - a BR-116 (Via Dutra) e a BR-040 (Washington Luís). Na Dutra, os caminhoneiros se posicionaram no acostamento ao longo de 2 quilômetros durante todo o dia, perto de Barra Mansa. À tarde, fecharam a via nos dois sentidos por 30 minutos e o engarrafamento se estendeu por 5 km.

No Rio Grande do Sul, os protestos aconteceram em pelo menos quatro trechos. A pista da BR-101 que segue para Santa Catarina foi fechada por cerca de 30 caminhoneiros em Três Cachoeiras. O sentido inverso permaneceu liberado. Outros 80 transportadores interromperam o tráfego na BR-392, nos dois sentidos, em Santa Maria.

Em Minas Gerais, a manifestação começou ainda de madrugada e, apesar de o tráfego de carros e ônibus ter sido liberado, as estradas tiveram longas filas de congestionamento.

A rodovia mais afetada foi a BR-381, tanto no trecho que liga Minas a São Paulo quanto na parte entre Belo Horizonte e o Espírito Santo. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, em pelo menos cinco pontos foram feitos protestos, com interdição da passagem de caminhões em ambos os sentidos. As exceções eram os veículos com cargas perecíveis ou perigosas.

Pedágio e café. Além das manifestações de caminhoneiros, os pedágios motivaram protestos em Minas. Na BR-050, em Araguari, estudantes fecharam as pistas cobrando redução nos valores. Já na Zona da Mata mineira, a BR-262, no km 50, perto de Manhuaçu, foi bloqueada por cafeicultores que lutam por melhores preços do produto.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Empresas de logística investem em tecnologia para driblar trânsito em SP

Monitoramente, rádio e GPS são usados para acelerar entrega


As empresas de logística que precisam cumprir prazos de entrega estão investindo pesado em tecnologia para driblar o trânsito de São Paulo. Para quem vende tempo e velocidade, o trânsito da capital pode ser muito cruel.

Para tentar driblar esse problema, a Braspress, empresa de transportes da capital, criou cinco centros de distribuição na região metropolitana para tentar escapar dos congestionamentos. As unidades ficam no ABC, em Barueri, e na Zona Norte - Cantareira, Vila Guilherme e Vila Maria.

“Percebemos que se não fizéssemos nada estaríamos perdendo de 30% a 40% da nossa qualidade e da nossa produtividade em relação ao que nós nos comprometemos a fazer”, explica José Gentil, gerente nacional de operações da transportadora.

Para dar conta das 8 mil entregas diárias, também foi necessário investir em tecnologia. Além do GPS, cada motorista fica com um rádio e, sempre que precisa, pede orientação para uma central que fica dentro da empresa.

Com venda recorde, Volvo se torna líder de mercado no Uruguai

150 caminhões FMX irão atender operações de transporte de madeira no país


Feito por intermédio da Mekatronick, importador de veículos Volvo naquele país, é o maior negócio de caminhões da marca já feito no Uruguai. Com esta venda, a Volvo se torna líder de mercado, com 41% de participação.
Os modelos são caminhões rígidos e cavalos mecânicos, tem configuração 6x2, motorização de 400cv e caixa de câmbio I-Shift, num modelo feito especialmente para aquele mercado. “Nossa liderança mostra que o mercado reconhece que os caminhões Volvo são a melhor oferta para os transportadores uruguaios”, afirma Roger Alm, presidente do Grupo Volvo America Latina.

Seis transportadores vão rodar com os caminhões em rotas que variam de 100 a 400 quilômetros, carregando madeira das florestas uruguaias para abastecer a fábrica de celulose, localizada na região de Punta Pereira, a 210 quilômetros da capital Montevidéu. “Os caminhões FMX se caracterizam por sua alta produtividade e economia de combustível. Esses atributos foram preponderantes para os clientes locais decidirem pelos veículos Volvo”, afirma José Macedo, gerente de vendas Volvo para o Uruguai e para os mercados da Bolívia e Paraguai.

Controlada pelo grupo Arauco, uma das maiores empresas florestais da América Latina, e pela escandinava Stora Enso, a fábrica de celulose de Montes Del Plata foi erguida com equipamentos de última geração. Quando estiver em operação, terá uma capacidade de processamento de 1,3 milhão de toneladas de celulose por ano. Localizada na cidade de Colonia, às margens do rio Uruguai, a fábrica receberá madeira por via rodoviária e  fluvial, por meio de barcaças que serão recebidas no terminal portuário da empresa.

A Montes Del Plata, que consumiu US$ 1,9 bilhão em investimentos, exportará sua produção para a Europa, Estados Unidos e Ásia.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

FIESC aponta cabotagem como solução para custos

Federação das Indústrias de Santa Catarina se baseia em estudo com empresas do estado


A cabotagem, que é a navegação feita entre portos brasileiros, é cotada como um modal que pode mudar a distribuição da matriz de transporte do Brasil, contribuindo para a redução do número de caminhões nas estradas e para a diminuição dos custos das empresas. Essa é a constatação de um estudo realizado pela Federação das Indústrias (FIESC) com 76 empresas de médio e grande portes de 19 setores industriais de Santa Catarina. O levantamento faz parte da primeira etapa do Plano de Mobilidade que a entidade lançou nesta quarta-feira (26), durante seminário, em Florianópolis.

O presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, explica que nesta etapa foi selecionado o litoral pelo fato de ser uma região que concentra os maiores gargalos de mobilidade. São 4 milhões de habitantes; 1,3 milhão de trabalhadores e 126 mil estabelecimentos. Nos próximos anos, a previsão é de aumento da população; da movimentação de cargas e de passageiros; da corrente de comércio internacional e do consumo interno, além do crescimento das atividades da indústria, setor de serviços; turismo e de petróleo e gás. Essa perspectiva de crescimento vai sobrecarregar ainda mais a mobilidade no eixo litorâneo.

Nas próximas etapas do Plano, as demais regiões do Estado serão contempladas. "Por meio do plano, a Federação vai discutir com a sociedade organizada as condições atuais e as ações necessárias para ter mobilidade adequada ao desempenho da economia catarinense", afirma Aguiar. "Vamos estudar todos os modais possíveis de transporte de passageiros e de cargas para identificar gargalos e solução para a mobilidade. O objetivo é construirmos um planejamento da mobilidade de Santa Catarina", completa.

Quando perguntadas sobre os critérios utilizados na escolha da cabotagem, 70,3% das empresas responderam que a opção se deve à economia nos valores dos fretes em relação a outros modais, enquanto 10,8% destacaram que esse meio de transporte reduz avarias e risco de roubo de carga. Em relação às situações em que a cabotagem é competitiva, 50,7% do grupo pesquisado afirmou que sabe exatamente quando e por que este meio de transporte é mais adequado; 42% disseram que sabem em parte, mas querem conhecer mais detalhes; e 7,2% não sabem quando esse modal é mais adequado.

Um navio tem capacidade de transportar quatro mil contêineres. Isso significa quatro mil caminhões a menos nas rodovias. "O custo do transporte por cabotagem é, em média, 15% mais barato que o realizado pelo modal rodoviário. Esse percentual é aplicado para distâncias acima de 1,5 mil quilômetros. Em percursos maiores, o custo do frete pode ser até 40% menor do que transportar produtos por caminhão", diz Aguiar. Além disso, a cada tonelada transportada por quilômetro, via cabotagem, são emitidos apenas 25% dos gases do efeito estufa que seriam emitidos fazendo esse transporte por modal rodoviário.

Apesar dos benefícios desse meio de transporte, 55,3% do grupo pesquisado disse que não utiliza a cabotagem; 23,7% usam; 17,1% utilizam pouco; e 3,9% usam com frequência. A razão pela qual mais da metade das empresas ouvidas não opta pela cabotagem é que o modal não atende os mercados de destino dos produtos; em segundo lugar aparece a burocracia para utilizar; na sequência, as companhias destacam que o tempo de trânsito não atende às necessidades; e, por último, 12,5% delas não conhecem o suficiente para utilizar o modal. "Temos cinco terminais prontos, que podem ser adequados para oferecer mais linhas para atender a demanda da indústria. Mas, para isso, temos desafios estruturais e regulatórios que precisam ser vencidos", ressalta o presidente da Câmara.

Rodovias saturadas: a urgência em se encontrar uma alternativa às rodovias se explica pelos números. O movimento do trecho norte da BR-101 varia de 8 a 80 mil (na alta temporada) veículos por dia. Essa rodovia, considerada a artéria principal da zona litorânea, tem impactos diretos e indiretos em outras BRs que também recebem grande fluxo de veículos, como a 280; 282; 470; 116 e 285. Estudo da Fipe mostra que em 2010 foram movimentadas 75,7 milhões de toneladas. Para 2020 estima-se 110 milhões de toneladas.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Complexidade da Lei dos Portos traz dúvidas a investidores

A complexidade que envolverá a regulamentação de diversos pontos da nova Lei dos Portos causa incertezas nos investidores, que aguardam, por exemplo, os critérios para a definição das tarifas cobradas dos clientes, afirmaram especialistas jurídicos nesta quarta-feira.

As dúvidas, no entanto, devem começar a ser dissipadas em poucos meses, com a divulgação do primeiro edital de licitação de terminais.

O marco regulatório proposto pelo governo passou por intensas discussões no Congresso e entrou em vigor no início deste mês, após vetos da presidente Dilma Rousseff a diversos artigos.

Enquanto a nova lei dá diretrizes para a concessão de terminais e a instalação de novos empreendimentos, diversos detalhes –essenciais para a tomada de decisão por parte dos empresários e investidores do setor– ainda precisam ser regulamentados por decreto presidencial ou definidos nos editais de licitação.

Um dos maiores desafios será mensurar quais empresas vão cobrar os preços mais baixos de seus clientes, uma vez que o governo definiu que vencerá as licitações de terminais quem oferecer melhor eficiência –menor tarifa e maior movimentação de carga.

“Há desafios enormes para você criar parâmetros objetivos para conseguir comparar diversas propostas de movimentação e preço. As cargas podem ser muito diferentes, os navios podem ser muito diferentes, e as características físicas e os níveis de investimento em terminais podem ser muito diferentes”, disse o advogado Roberto Lima Neto, do escritório Souza, Cescon Barrieu & Flesch, que assessora fusões e aquisições e novos investimentos no setor portuário, entre outros.

Segundo ele, será um grande desafio técnico estabelecer esses critérios nos editais.
“É possível comparar quando se está falando da mesma carga e do mesmo navio. Tirando essa opção, que é utópica, não é possível”, disse Lima, durante um seminário jurídico sobre a nova Lei dos Portos, nesta quarta-feira, em São Paulo.

Para o advogado Mauro Penteado, do escritório Machado Meyer, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pelos editais, terá um grande desafio em relação às tarifas.

Correios renovam frota com a aquisição de quase 4 mil veículos

Motos, furgões e caminhões começam à chegar às unidades nesta semana


Os Correios realizaram a compra de 3.965 mil novos veículos para renovação e ampliação da frota, totalizando um investimento de R$ 200 milhões. São 734 motocicletas trail, 3.065 furgões e 166 caminhões que começam a ser entregues às unidades dos Correios em todo o País ainda esta semana.

A fim de aprimorar a produtividade e a qualidade das entregas realizadas pela empresa, os furgões são equipados com ar-condicionado, vidros e travas elétricas, direção assistida, porta lateral e revestimento interno. Os caminhões adquiridos vêm no padrão Euro 5, que reduz o nível de emissão de gases poluentes na atmosfera. Já as motos trail, próprias para terrenos acidentados, serão utilizadas nas localidades de difícil acesso.

Para prestar um serviço cada vez melhor, os Correios vêm investindo em modernização, infraestrutura e pessoal. Nos últimos dois anos e meio foram R$ 700 milhões na construção e reforma de 1,5 mil unidades; aquisição de 16 mil veículos, compra de 13 mil computadores e de equipamentos para a área operacional. Também foram contratados 15 mil novos empregados - outros 6,6 mil estão sendo admitidos este ano.