sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A importância do controle de estoque de mercadorias para empresas comerciais

Um dos itens mais importantes do Ativo de uma empresa comercial é o estoque. Essa importância advém não só de sua alta participação percentual no total do Ativo, mas também do fato de ser a partir dele que se determina o custo das mercadorias ou produtos vendidos.


Segundo Oliveira (1999, p.181), “o estoque representa o custo das mercadorias possuídas por uma empresa numa data especifica”. Ou seja, é uma conta que registra os bens adquiridos para serem revendidos ou transformados. O autor destaca ainda que “o tipo de estoque que uma empresa possui, depende do seu objetivo social: se for uma empresa que comercializa produtos, que é o nosso caso, ela compra e vende os mesmos produtos e seu estoque é constituído de mercadorias”. Assim sendo, a venda de estoques gera receita de vendas, custo de mercadorias ou produtos vendidos e estoque final. O termo Custo de Mercadorias entende-se que é o preço pago pela mercadoria, acrescido de outras despesas para movimentação do estoque, deduzido os impostos recuperáveis e o valor de mercado. O principio básico é que o custo das mercadorias adquiridas deve compreender todos os gastos que a empresa realiza para adquiri-las e colocá-las em condições de serem vendidas.

 Para uma empresa que compra e vende mercadorias, tais custos incluem o preço de compra e os gastos com transporte, recepção, inspeção e colocação nas prateleiras, além de custos administrativos associados ao controle dos estoques. (STICKNEY, 2001, P.340). Diante da existência do custo das mercadorias e do valor de mercado, surge a necessidade de escolher o menor valor para avaliar o estoque. O problema para se chegar a essa conclusão, prende-se ao fato da empresa ter em estoque o mesmo produto adquirido em datas distintas, com custos unitários diferentes. Se a empresa conseguir identificar qual unidade foi vendida e quais unidades ficaram em estoque no final do período, a mensuração do custo das mercadorias vendidas e do estoque final não apresenta problemas.
 A semelhança física entre unidades de alguns produtos, entretanto, cria dificuldades para a identificação de quais unidades foram vendidas e quais ficaram em estoque.
 Mesmo quando avanços na tecnologia permitem que a empresa acompanhe cada item de seu estoque, ela pode preferir não fazê-lo, dados os custos envolvidos. (STICKNEY, 2001, p.339).

Desta forma, surge a duvida sobre qual preço unitário deve ser atribuído a tais estoques na data do balanç Favaro. H.L.ett all (1997, p.219), destaca que: “o importante é que de acordo com os princípios contábeis (do custo original como base de valor), deve se trabalhar com os valores de aquisição (entradas) das mercadorias, o que pode variar é o critério adotado para sua valoração”. Considerando esse ponto de vista são varias as possibilidades de atribuição desse valor. Porém, dar-se-á ênfase aos métodos PEPS, UEPS e CUSTO MÈDIO por serem os mais citados pelos autores. Qualquer um dos métodos de valoração dos estoques, quando utilizados nas mesmas condições de quantidades e preços, manterá a situação real das empresas nas mesmas igualdades, com a mesma quantidade de estoque, porém segundo Favaro. H.L. et all (1997, p.253), “os resultados são influenciados pelos diferentes critérios de valoração de seus estoques, que provocam diferença no CMV interferindo assim na obtenção do lucro bruto na Demonstração de Resultado do Exercício”.

 Isso quer dizer que os resultados obtidos são diferentes, em conseqüência dos critérios de atribuição de custos utilizados, embora todos tenham como base o mesmo custo de aquisição.

A seguir analisá-se os três métodos citados acima. Antes disso, vale a pena ressaltar que o termo entrada e saída de mercadorias estarão sendo usados no sentido financeiro e não em sentido físico. No entanto, Iudicibus (2000, p.133), relata que “para fins de atender a Contabilidade pode até ocorrer um tipo de fusão entre o controle físico e o controle financeiro, mas é a partir deste último que são feitos o registro contábil”. De acordo com Favaro (1997, p.236), as empresas brasileiras utilizam principalmente o custo médio. Pois, por este critério o valor médio de cada unidade em estoque altera-se pelas compras de outras mercadorias por um preço diferente. Este método evita o controle de custos por lotes de compras, como no PEPS e no UEPS, mas implica um numero maior de cálculos ao mesmo tempo em que foge dos extremos, dando como custo de aquisição o valor médio das compras.

Como observa Iudicibus (2000, p.118): "Por meio desse método, há uma fusão das quantidades decorrentes de novas compras com o custo total do que existia em estoque antes da compra. O novo custo unitário passa, então, a ser obtido pela divisão desse valor global pelo total de unidades existentes".
O saldo indicará sempre as quantidades em estoque com seus respectivos valores médios, isto é, atualizados sempre em função das últimas compras. Ou seja, somam-se os custos anteriores com os da aquisição atual e divide-se o total pela quantidade de unidades, obtendo-se, assim, o custo médio. Baseando-se no UEPS para valoração dos estoques a empresa vai dando baixa nos estoques a partir das últimas compras o que equivale ao seguinte raciocínio: vendem-se ou consomem-se antes as últimas mercadorias compradas. Para Oliveira (1999, p.193), “o UEPS é o método ideal, sob o ponto de vista teórico, para períodos inflacionários, porque os resultados apurados através dele são mais recentes tornando os lucros menores e como conseqüência a carga de imposto de renda também diminui”.

Poderia concluir-se, então que o UEPS implica um lucro com alta qualidade, mas essa conclusão seria incorreta, pois esse método não reflete o fluxo físico das mercadorias já que pode conter custo de itens adquiridos há muitos anos. Na suposição ultimo a entrar primeiro a sair (UEPS), as unidades vendidas são avaliadas pelos custos mais recentes, e, conseqüentemente, as unidades no estoque final são avaliadas pelos custos mais antigos.

 Alguns teóricos defendem que o UEPS leva a que as receitas correntes sejam confrontadas com custos correntes, implicando melhor medida do lucro. (STICKNEY, 2001, P.354). Esse é o principal motivo pelo qual no Brasil a legislação do Imposto de Renda na tem permitido o uso desse método para elaborações fiscais, pois de acordo com Favaro H.L.et all (1997, p.236), O UEPS proporciona um maior custo das mercadorias vendidas e, conseqüentemente, um menor resultado.

Através desse método a administração tem oportunidade de manipular o lucro, pois se fizer compras no final do período por um preço menor do que o das mercadorias em estoque provocara uma diferença no lucro líquido da empresa postergando, assim, o reconhecimento do Imposto de Renda. Através do PEPS, a empresa vai dando baixa nos estoques a partir das primeiras compras. Esse ponto de vista é reforçado por Favaro H.L.ett all (1997, p.226), que pensa da seguinte maneira: “O PEPS refere-se ao critério de considerar o CMV correspondente ao custo da compra da mercadoria mais antiga, remanescente no estoque”. Isso equivale dizer que se vendem ou consomem-se antes as primeiras mercadorias compradas. Na suposição do Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair, atribuem-se custos mais antigos às unidades vendidas, e, conseqüentemente, custos mais recentes às unidades no estoque final. Em outras palavras, admite-se que mercadorias mais antigas são utilizadas em primeiro lugar.

Essa suposição é compatível com a boa prática da administração do fluxo físico de mercadorias, especialmente no caso em que os itens se deterioram ou se tornam obsoletos. (Stickney, 2001, p.355).
 As devoluções de compras efetuadas aos fornecedores serão escrituradas negativamente e deverão ser efetuadas com o valor do custo da respectiva entrada no estoque. Já as devoluções de vendas recebidas dos clientes também serão escrituradas negativamente, porém o valor da devolução deverá ser o valor do custo da respectiva saída do estoque. Assim, a soma das entradas e saídas do controle de estoques representará o valor das compras e vendas.
Depois de definir que critério deve ser utilizado para valoração do estoque o empresário tem que definir a sua política de estoque. Geralmente as empresas que não possuem uma boa política de estocagem vivem constantemente num dilema: quanto à empresa deve estocar para que seus interesses e os dos seus clientes sejam atendidos de forma satisfatória? A esse respeito, o Planejamento é um dos principais instrumentos para o estabelecimento de uma política de estocagem eficiente. Pois, o departamento de vendas deseja um estoque elevado para atender melhor o cliente e a área de produção prefere também trabalhar com uma maior margem de segurança de estoque.

Em contrapartida, o departamento financeiro quer estoques reduzidos para diminuir o capital investido e melhorar seu fluxo de caixa. Segundo Erasmo (2006,http://pessoal.sercomtel.com.br/carneiro/contII), “planejar está atividade é fundamental, porque de um bom planejamento virão, por exemplo, uma menor necessidade de capital de giro e uma margem de lucro maior”. Por esse motivo, os empresários devem estar atentos aos objetivos da empresa para definir as quantidades corretas de cada mercadoria que deve estar no estoque em um determinado período de tempo, para que a empresa não sofra nenhum prejuízo.
E, já que o alto custo do dinheiro não permite imobilizar grandes quantias em estoque e que manter uma empresa com uma boa variedade de produtos exige uma imobilização elevada de capital de giro, ele deve saber exatamente o equilíbrio entre a quantidade de compras suficiente para um determinado período de vendas e a variedade de artigos para que os clientes tenham opção de escolha.

Para que isso aconteça, é importante que o empresário levante periodicamente a média mensal de compras para compará-las com as vendas e, com isso, saber se o investimento em mercadorias está tendo o retorno desejado. O ato de comprar deve ser sempre precedido de um bom planejamento. De acordo com Stickney (2001, p.340):"A compra de mercadorias envolve a colocação do pedido, o recebimento e a inspeção das mercadorias encomendadas e o registro da compra. Rigorosamente, o comprador de uma mercadoria somente deveria registrar a compra quando a propriedade legal da mercadoria adquirida passasse do vendedor ara si.
Caracterizar quando isso acontece envolve tecnicalidades legais associadas ao contrato entre as duas partes". E para que isso aconteça, é de grande importância a elaboração de uma previsão de compras. Nas empresas comerciais, essa previsão é complicada, pois o numero de mercadorias comercializadas é muito grande. Como observa Stickney (2001, p.238), “as empresas preferem vender tanto quanto possível, com um numero mínimo de capital ‘empatado’ em estoque”.

Por isso, a previsão deve ser elaborada pelos diversos setores funcionais da empresa, observando-se as características e peculiaridades do mercado fornecedor e do comportamento das vendas. É aconselhável que sejam feitas previsões individuais para cada setor ou departamento e reuni-las posteriormente em uma só, facilitando o planejamento das compras. Depois de preparada a previsão de compras, esta deve ser ajustada ás condições financeiras da empresa. Isso deve ser feito em reunião com os encarregados de compras, os encarregados de vendas e os encarregados pelo controle financeiro para que se encontre um equilíbrio entre os setores.
A empresa que não faz a previsão de compras encontra dificuldades para manter seus estoques de forma equilibrada. Acabam comprando mercadorias de acordo com as necessidades surgidas correndo o risco de não ter produtos em épocas que o volume de vendas cresce. Perdendo dessa forma, oportunidade de aumentar suas vendas, perdendo clientes e, consequentemente, diminuído o lucro da empresa. E não tendo a previsão correta de compras, ele pode comprar um volume inadequado de mercadorias aumentando o custo de manutenção dos estoques. Para Stickney (2001, p.362): "Manter estoques – ou como também se diz, carregar estoques - gera custos". Isso ocorre, porque quanto maior a quantidade de mercadorias estocadas, maior será o espaço físico necessário para guardá-las, maior o número de funcionários necessários e maiores os gastos para controle do estoque.

Além disso, o mesmo autor destaca que pelo menos uma pequena quantidade de mercadorias precisa ser mantida em estoque para satisfazer às necessidades dos clientes à medida que elas apareçam. Diante dos fatos apresentados, fica claro que a utilização correta do estoque de mercadorias é fator determinante para a lucratividade das empresas comerciais. A escolha de um bom critério para atribuição dos custos das mercadorias é um dos passos importantes para uma política de estoque eficiente. 
Fonte: Administradores.com

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

     Gargalo logístico e os desafios da cadeia produtiva.

                                                                                                                                            O cenário econômico positivo no Brasil que provocou o aumento do consumo interno e gerou novos negócios, principalmente dos últimos anos, se refletiu em avanços significativos na infraestrutura do País. Os desafios logísticos, pelo contrário, continuam a exigir do empresariado brasileiro soluções paliativas para não comprometer a saúde financeira de suas companhias. As deficiências da infraestrutura logística brasileira permeiam todos os setores de transporte. Rodovias, portos e aeroportos sofrem com a falta de investimento, afetando a demanda e elevando os gastos.

 De acordo com o Banco Mundial, o custo da logística no Brasil equivale a 20% do PIB, o dobro dos países ricos. O setor de transporte rodoviário, responsável por 76% da mercadoria que transita no País, atinge praticamente todos os pontos do território nacional, mas, por outro lado, é o que apresenta preços de frete mais elevados. Embora ofereça baixos custos fixos, os variáveis são mais altos, podendo ter alteração de acordo com questões que estão na esfera pública. Alguns dos exemplos são os valores do combustível e da manutenção das vias. Com apenas 212 mil quilômetros de rodovias pavimentadas – enquanto a China e a Índia registram 1,5 milhão de quilômetros de estradas cada -, o Brasil possui um alto custo de conservação de sua frota. Afinal, a qualidade das estradas afeta diretamente o desempenho do caminhão e influencia no prazo da troca de peças, realizadas antes do previsto.


E os desafios não se restringem apenas à falta de aportes em infraestrutura. A carência de um planejamento urbanístico das grandes cidades também tem impactado o setor. As restrições do tráfego de caminhões nos principais centros urbanos do País têm forçado as empresas a buscar novas soluções.
 Especialmente para companhias, cujos clientes estão no coração dos municípios, seguir rotas e horários restritos de circulação de veículos exige uma grande ginástica logística. A compra de caminhões comerciais leves ou alteração do horário de trabalho são algumas das alternativas, porém implica no pagamento de adicionais noturnos aos empregados e no aumento das equipes de segurança, além do custo do período em que o veículo fica parado. Apesar dos investimentos previstos pelo governo, as expectativas para o futuro não são tão animadoras. A escassez de fortíssimas altas no custo de mão de obra e os gargalos de infraestrutura serão somados aos aumentos de custos provocados pelo preço do óleo diesel, pedágio, caminhões e do salário dos motoristas e ajudantes. Com este cenário, o grande prejudicado será o Brasil, que perde competitividade frente aos países do mundo e encarece seus produtos com os altos valores logísticos embutidos.
Fonte: Logística Descomplicada


Produtores de milho de Mato Grosso são prejudicados com o fechamento de armazéns.                              


Asscom


Os produtores de milho de Mato Grosso estão desnorteados após o fechamento dos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Estado.
O agricultor Amarildo Christofolli vendeu milho em um leilão do governo para dar vazão nos silos da propriedade. O cereal, que já deveria estar no armazém da Conab a menos de 30 quilômetros da propriedade, vai demorar pelo menos 45 dias para sair do pátio.
No Estado de Mato Grosso existem 21 armazéns credenciados pela Conab. Entre os que são próprios da entidade, três estão fechados. No anúncio do Plano Safra, em junho, o governo federal liberou recursos para a recuperação dos silos da companhia. Um deles vai passar por reforma, um investimento de R$ 20 milhões, porém, as obras só devem iniciar ano que vem, lamentam os produtores.
O presidente do Sindicato Rural de Diamantino diz que os produtores precisam do armazém neste momento, e que o sindicato já pediu para fazer um convênio em que a própria entidade assume a manutenção, porém, o governo não aceitou. Segundo ele, talvez o armazém fique pronto só em 2015, daqui duas safras.
Fonte: Rural br agricultura

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O transporte de produtos perigosos no Brasil

produtos periogosos transporte
Primeiramente, é necessário repensar a atividade hoje dos motoristas de transportes de cargas em geral: Apesar de termos ainda muitos caminhoneiros sobrevivendo com o suor do rosto, lutando para pagar seus financiamentos e dar uma boa condição de vida às suas famílias, o mercado mudou bastante na última década. Podemos nos unir àqueles que se indignam com o tratamento dado à classe. Mas, uma parcela considerável desses “profissionais” – que vem aumentando bastante – movimenta uma parte escura desse mercado com desvios de produtos, consumo de drogas e fomentação da prostituição infantil. Muitas pessoas não têm noção da gravidade, dos absurdos nas estradas. Aqueles motoristas que não se utilizam disso nas estradas sabem do que estou falando.

Muitas empresas buscando custos menores, e outras pequenas que nascem todos os dias, recrutam pessoas que buscam encaixe em qualquer meio para sobreviverem e vão se deixando levar por essa parte podre do mercado. Elas precisam de pessoas que aceitem condições extremas e, para isso, diminuem as exigências de qualificação e prestação de bons serviços. Os motoristas por sua vez pagam por consertos nos equipamentos, furos e estouros de pneus e por qualquer dano que o cliente venha reclamar. Dessa forma, não se cria uma relação sólida de compromisso e de honestidade e eles procuram compensar isso acentuando seus desvios de conduta e, nem de longe, estão preocupados em buscar conhecimentos, tampouco com aqueles que cruzam seus caminhos por essas estradas.
Saiba que na área do transporte de produtos perigosos essa situação é potencialmente preocupante. Estatísticas apontam que 95% dos acidentes são ocasionados por falha humana e, conhecidamente, circulam no mercado três tipos de MOPP (Movimentação e Operação de Produtos Perigosos): legítimo, comprado ou falsificado. E como se não bastasse, o legítimo está, didaticamente, bem longe da real necessidade que cerca uma condição operacional segura. Sem contar ainda que sua validade, de cinco anos, é tempo suficiente para deixar as atualizações da área a cargo do “boca-boca”, das próprias empresas que nem sempre possuem uma área especializada para tal, e das estações de carregamento que, quase sempre, instruem os motoristas apenas no que diz respeito ao comportamento seguro dentro destas unidades. São cursos com validade de um ou dois anos e reuniões que ocorrem após um acidente entendidas, na maioria das vezes, como algo prejudicial ao andamento diário das operações.
Você deve estar se perguntando se isso é um retrato da realidade em todas as empresas. Felizmente não! Mas, acontece numa parcela muito grande, pois a preocupação com a segurança é menor do que a do rendimento da frota. E uma empresa com frota própria nem sempre significa uma união harmoniosa entre segurança e resultados. Muitos desses casos acabam num relaxamento com um acentuado desvio de foco, transformando regras em exceções.                                                                                           
                                                                      Fonte:Logística descomplicada   

                                                                                                   

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Brasil não tem sistema de logística 'compatível' com produção, diz Dilma.

Para presidente, governo faz 'grande esforço' para melhorar transporte, Dilma citou licitações para concessão de ferrovias, aeroportos e portos.
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (12) que o Brasil não possui um sistema de logística compatível com o volume de produção de mercadorias. Em cerimônia de inauguração de um duto de escoamento de etanol, em Ribeirão Preto, Dilma afirmou que o governo “faz um grande esforço” para melhorar as rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos do país.
“Nós estamos apostando muito que o Brasil precisa de uma nova logística. [...] Tenho desde o início do governo adotado medidas para enfrentar um dos grandes desafios do nosso país, que é expandir e modernizar a logística”, afirmou.
No discurso, a presidente citou a concessão para concessão de serviços de transporte. "O Brasil não tem um sistema ferroviário compatível com a sua produção. Estamos dando um passo ousado na busca de um sistema ferroviário e chegamos à fase de licitação. Essas licitações ocorrerão de agosto até abril.
Dilma disse que o governo vai expandir em 10 quilômetros em ferrovias e duplicar as estradas em 1,5 mil quilômetros. De acordo com ela, as os primeiros leilões de rodovias ocorrerão no dia 18 de agosto, e o segundo leilão será feito até dezembro.
A presidente também destacou as concessões de aeroportos e lembrou que o leilão dos aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Minas Gerais) será no dia 31 de outubro, data já anunciada pelo governo.

“Como o Brasil é um país de limites continentais também faremos grande esforço de investimentos em 270 aeroportos regionais.” A presidente também falou da importância de investimentos na estrutura hidroviária e disse que pretende transformar o rio Tietê em uma malha navegável.
                                                                                                         
Fonte: globo.com

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pesquisa aponta que gargalo logístico aumenta frete de grãos em até R$ 2,4 b

Estudo mostra que preço pago para escoar uma tonelada de grãos pela BR-163 pode chegar a R$ 333



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Segundo levantamento realizado pela empresa Macrologística, R$ 100 por tonelada de grãos afastam agricultores de Mato Grosso da superação de gargalos logísticos no escoamento da produção.
O valor definido corresponde à diferença no valor de frete no comparativo entre duas grandes rotas de escoamento de safra, os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) e as vias de Miritituba (PA) e Santarém (PA), pela rota da BR-163, ainda não pavimentada no trecho localizado no Pará. O preço pago pelo produtor para escoar uma tonelada de grãos pelos dois maiores portos do Centro-Sul do Brasil é de R$ 333, ao passo que o gasto cai para R$ 238 a tonelada ao utilizar o caminho pavimentado BR-163 Norte.
Para se chegar a esse resultado, o levantamento também considerou os mesmos pontos de partida e chegada, o polo de Lucas do Rio Verde (MT) e Shangai (China). Com isso, a diferença no custo do setor chega a um montante de R$ 2,4 bilhões por safra.
Olivier Roger Sylvain Girard, sócio da empresa Macrologística, alega que o tema é de fundamental importância por levar em conta a necessidade de mudanças profundas para evitar maiores prejuízos ao escoamento da safra e, consequentemente, ao crescimento do agronegócio no país.
O estudo completo inclui a análise de outras opções de rotas de escoamento, tendo como destinos finais Shangai e Roterdã (Holanda). O projeto foi capitaneado pelas entidades da Indústria, Comércio e Agricultura dos Estados da região Centro-Oeste.
Safra recorde
Dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) indicam que Mato Grosso produzirá na safra 2013/14, 25,28 milhões de toneladas, o que seria caracterizado como um novo recorde. Considerando essa mesma estimativa, caso toda a safra mato-grossense fosse escoada por Santarém, o custo total de frete seria de cerca de R$ 6 bilhões ante R$ 8,4 bilhões via Santos e Paranaguá, por meio da interação modal entre rodovia e ferrovia, o que resulta em uma diferença de R$ 2,4 bilhões.
Para o presidente da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Rui Prado, os investimentos feitos em logística de transporte ainda são muito baixos, resultando na ineficiência da competitividade de agricultores e provocando um efeito cascata na cadeia produtiva.
“As estradas ruins ou em péssimas condições – ou o que é pior, a falta delas – causa prejuízos a quem produz e a quem consome. O produto final que chega ao supermercado precisa ser mais barato para quem compra ao mesmo tempo que remunera de forma justa a quem produz. Nós perdemos competitividade e esse preço mais barato fica no meio do caminho, junto com a remuneração do produtor”, comenta.
Prado ressalta também que os dados do estudo pautarão as próximas reivindicações do setor junto ao governo federal.
Fonte: www.transportabrasil.com.br

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Os desafios da Gestão de Estoques

“Devemos sempre ter o produto de que o cliente necessita, mas nunca podemos ser pegos com algum estoque ( Ronald Ballou).”

Esta frase nos retrata bem o dilema enfrentado por quase 90% das empresas hoje, que é o controle e gestão dos estoques.

Hoje as empresas estão no mercado movidas pela competitividade empresarial como principal quesito para se manterem vivas e atrativas, e se veem cada vez mais pressionadas por redução de custos, nível de serviço, disponibilidade de produtos e agilidade de entrega. Porém se esbarram frequentemente com a gestão de estoques, como um dificultador na redução de custos operacionais internos para a manutenção e aumento da competitividade empresarial.

Foto: www.transportabrasil.com.brFoto: www.transportabrasil.com.br

Precisamos do estoque por inúmeros motivos, para melhorar o nível de serviço, incentivar economias na produção, permitir economias nas compras e transportes, proteção contra aumento de preços, incertezas da demanda e do ressuprimento, a segurança contra contingências. Porém ele ainda é um dos grandes vilões das empresas por dois principais motivos: falta de conhecimento para controlar e gerir estes estoques e falta de procedimentos de controle das movimentações diárias das mercadorias.

A falta de capacitação dos profissionais envolvidos na gestão de estoques ainda é um grande problema enfrentado pelas micro, pequenas, médias e grandes empresas. A mão de obra ainda é formada por profissionais com conhecimentos práticos adquiridos nas rotinas de trabalho junto ao estoque, pouco fomentada com conhecimentos mais aprofundados e baseados em conceitos tradicionais difundidos nas literaturas. Diante disso encontramos controles de estoques falhos, compras de materiais desnecessários gerando níveis de estoques elevados, falta de estoque de segurança realmente enxutos e eficientes no cumprimento de sua função de segurança para atendimento ao cliente.

Os procedimentos, ou seja, o controle de cada movimentação dos itens desde a sua chegada, passando pelas movimentações internas e/ou transferências entre filiais até a sua saída para sua destinação final (abastecimento de linhas ou consumo do cliente final em um comércio varejista, por exemplo) devem ser igorosamente definidos e realizados para a garantia da acuracidade das informações dos inventários físicos existentes. Sem estes controles e rastreabilidade dos itens do nosso estoque geramos perdas de materiais, vulnerabilidade gerando roubos em nossos galpões, compras desnecessárias pela não identificação do material no momento de sua necessidade, falta de informações para o levantamento do planejamento de vendas ou produção e por último, hoje o mais preocupante para os empresários, que é a falta de informações confiáveis para a realização e envio do SPED.

Diante de tudo isso, preocupar-se hoje com o nível de qualificação dos profissionais contratados e a serem contratados, é o início da redução dos problemas com estoque nas organizações e seus impactos seriíssimos nos níveis de competitividade das empresas. Preocupar-se também com a implantação de procedimentos e rotinas muito bem definidas de acordo com as particularidades dos produtos do estoque e a busca de tecnologias no mercado de controle automatizado dos mesmos, como o leitor de código de barras, o RFID ( Transmissão de Informações e Dados Através de Rádio Frequência), se tornam hoje alternativas interessantes para a redução dos custos operacionais internos das empresas e consequente diminuição de erros na gestão de estoques.

Conforme dito pelo Sr. Michael Bergerac, Presidente da Revlon, Inc. “ todo erro gerencial ou operacional acaba gerando estoque em algum ponto de nossa cadeia de negócios. “ por isso vamos nos preocupar com esta parte tão importante de nossos negócios e buscar alternativas de melhorar nossa gestão através da capacitação de nossa equipe e mantermos nossa competitividade de mercado desejada.

Logística Líder Consultoria e Treinamento Ltda.
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Viviane Pimenta, especialista em Logística pela UFMG, é consultora pela Logística Líder e professora universitária pela Faculdade Promove em Sete Lagoas. Contato:  consultoria@logisticalider.com.br – (31) 9139-7102.