quarta-feira, 30 de julho de 2014

CASE: Com logística lean, Nike evita 20 novos centros de distribuição na Europa

Há cerca de três anos, um estudo recomendou à Nike, uma das maiores marcas de artigos esportivos do mundo, que a empresa deveria criar, na Europa, pelo menos 20 novos "centros de distribuição", para assim conseguir distribuir, com eficiência, as encomendas na Europa, África e Oriente Médio.
"Nosso maior ganho foi, justamente, decidir, naquela época, pela implementação do Sistema Lean. Pois foi exatamente isso que fez com que não precisássemos abrir os 20 novos centros de distribuição, para conseguirmos processar com eficiência as encomendas do nosso 'mercado digital'", lembra hoje, com orgulho, Alex Andrade, Diretor de Logística da Nike.
Alex explica que foi há cerca de três anos que o Sistema Lean começou a ser aplicado em toda a cadeia de logística do centro belga de distribuição da Nike, com o objetivo de "conseguir atender o mercado digital e também grandes clientes", sem necessitar, para isso, "pulverizar" a distribuição.
Com isso, além de evitar o investimento em pelo menos 20 novos centros, a empresa já conseguiu, até o momento, detalha Alex, uma redução de 25% de área de processos no local. Reduziu ainda em 65% seu lead time interno. E conseguiu dobrar a capacidade de "receber e de entregar" produtos.
"Este ano criamos a nossa segunda planta modelo, parte do complexo belga de quatro plantas, e o investimento na infraestrutura foi realizado com apenas 5 milhões de dólares - em vez de 75 milhões utilizados anteriormente em um Centro de Distribuição sem a aplicação do Nike Logistics System, ou seja, o Sistema Lean aplicado à logística da nossa empresa", resumiu o executivo brasileir.
Ao implementar o Nike Logistics System, explica Alex, a companhia precisou redesenhar todos os seus processos de logística - sempre sob a ótica do Sistema Integrado.
Os conceitos aplicados foram, por exemplo, a separação "homem-máquina", a automação na medida certa, o nivelamento do trabalho, por meio do heijunka box, a implementação do andon e a flexibilização, para atender às novas características dos pedidos dos clientes.
Com o Sistema lean, a empresa modificou uma série de processos do centro de distribuição. Por exemplo, o "Planejamento de Distribuição", que era de 24 horas e diminui para 1 hora. Ou o Working in Process, o inventário de processo de trabalho, que obteve uma redução de 92%.
Além disso, detalhou Alex Andrade, a empresa redesenhou a estratégia de "liderança e coaching" entre os colaboradores: os "supervisores", funcionários com capacidade de resolver problemas, tiveram seus quadros aumentados de 1 a cada 42 funcionários para 1 a cada 5 funcionários, com a ajuda de "capitães de time".
"O Sistema Lean tem sido fundamental para a logística da Nike", resumiu o executivo.

Fonte: Lean
Acesso em:  http: www.lean.org.br

terça-feira, 29 de julho de 2014

Armazenagem e Transporte

A armazenagem é determinada como todo o trâmite de atividades relacionado à recepção, descarga, carregamento, arrumação e conservação de todos os tipos de materiais e matérias-primas, produtos acabados ou semi-acabados. A manipulação de materiais refere-se ao carregamento, movimentação e descarga de materiais, muitas vezes utilizando equipamentos mecânicos ou dispositivos de transporte.
Sistemas de manuseio de materiais variam de transportadora para transportadora, mas a maioria delas trabalha com os mesmos tipos de equipamentos, como guindastes, guinchos, contêineres e caminhões.
Para se fazer o transporte adequado de cada tipo de mercadoria, deve-se levar em consideração fatores como peso, tamanho, tipo de material com o qual o produto é feito e seu grau de fragilidade. Todos esses itens estudados em conjunto é que determinam qual o tipo de sistema de armazenagem, manuseio e transporte será adotado, a fim de que a mercadoria não sofra nenhum dano.
No caso do transporte, outra questão a ser levada em conta é a distância do local de origem até o local de destino, sem contar os prazos de entrega. Dependendo do local de destino e do tempo de entrega, a transportadora pode optar entre trabalhar com transporte terrestre, marítimo, aéreo ou ferroviário.
No setor industrial, a taxa de frete a que os produtos são submetidos quando há deslocamento, muitas vezes, é uma fonte de preocupação, porque afeta tanto os custos quanto a eficiência de produção. Além disso, a segurança é um fator importante, especialmente quando o transporte relaciona-se à movimentação de materiais sensíveis ou perigosos.

Sistema de armazenamento e transporte em ambiente logístico.
Sistema de armazenamento e transporte em ambiente logístico.

O manuseio e a armazenagem de material a granel, incluídos grãos, minérios e outros resíduos, envolvem equipamentos para mover produtos soltos, leves, pesados ou alfandegados. Geralmente, isso se faz com a utilização de equipamentos de maior escala, tais como elevadores, guindastes, empilhadeiras, e os containeres ou pallets de carregamento.
Outra preocupação é armazenagem de produtos que devem estar sempre refrigerados. O armazenamento é algo que as empresas podem investir muito dinheiro, especialmente se o produto precisa ser alojado em condições específicas. Para fornecedores, distribuidores, fornecedores médicos e muitos outros ramos de negócios, o armazenamento refrigerado, assim como o transporte refrigerado, são a única maneira de manter o produto em bom estado de conservação. Algumas empresas constroem salas apropriadas que podem ser mantidas a uma temperatura específica, outras só precisa se preocupar com curto prazo de armazenamento e de transporte para eventos ou funções especiais.

Contêiner refrigerado para armazenagem e transporte de produtos frescos.
Contêiner refrigerado para armazenagem e transporte de produtos frescos.

Contêineres refrigerados tornaram-se um método de armazenamento incrivelmente popular. Mais opções de armazenamento estático, os compartimentos são capazes de ser transportados, modificados e alugados, em vez de comprados. Os benefícios sobre outros métodos são enormes, mas algumas empresas ainda precisam de um método mais rentável para o uso pouco frequente. Enquanto os modelos de contêineres refrigerados são mais baratos do que outras opções, eles ainda são um grande investimento para empresas que trabalham com produtos frescos.
A contratação de um recipiente pode poupar o seu dinheiro negócio se você não precisa dele para o uso diário. Contêineres refrigerados podem custar perto de 6500 NZD por uma cerca de 20 pés, eles não são um pequeno investimento. Para uma empresa de catering que trabalha geralmente com funções privadas, a contratação de um recipiente para um largo grande trabalho é um método de baixo custo para armazenamento e transporte.
Para os distribuidores, que devem transportar lotes de produtos frescos, o aluguel de um contêiner de refrigeração pode ser um bom negócio, já que a manutenção do compartimento fica por conta da empresa locadora e a empresa só investe dinheiro quando precisa do serviço. Alguns distribuidores optam por comprar um recipiente para o transporte, mas sua versatilidade permite-lhes facilmente ser usados como uma opção estática também. 


Fonte: Armazenagem e Transporte
http://www.manutencaoesuprimentos.com.br/categoria/armazenagem-e-transporte/

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Diretor da CargaViva Export comenta sobre transporte aéreo de animais

- Quais são os maiores desafios quando se trata de transporte aéreo de animais?
São muitos desafios, pois o preparo para isso é muito longo. Por exemplo, cada país tem sua legislação a respeito do transporte de animais, e ainda por cima referente a cada espécie, o que aí já dificulta muito o procedimento. De cavalos, a gente precisa de, no mínimo, 45 dias para poder embarcar o animal. Ele tem que passar por uma série de exames laboratoriais aqui no Brasil, e tem que haver um entrosamento entre as exigências da lei e a companhia aérea. Para animais pet, alguns países são bastante exigentes. Por exemplo, nos EUA eu consigo até transportar um cão em quatro dias. Já na Europa, eu preciso de pelo menos quatro meses de burocracia; e no Japão, seis meses. Isso acontece porque alguns países exigem alguns exames e existe uma carência, por isso em alguns lugares exist e essa demora. E também outra particularidade é a Suíça, pois é um país que tem um respeito muito grande pelo direito dos animais. Então, animais que têm orelha cortada ou rabo cortado não podem entrar naquele país. Além disso, algumas raças são vetadas, como Pit Bull e Fila Brasileiro, as quais são consideradas agressivas.
- Atualmente, como está o mercado no Brasil?
O mercado de pet, hoje, é mais de exportação. É principalmente voltado para as pessoas que tem um animal de estimação e estão mudando para outro país. Esse é o volume maior no atual momento do nicho. Já o cavalo, por exemplo, é o inverso, ou seja, mais entra cavalo do que sai. E a demanda por cavalo é mais comercial. Nesse ano, em relação às importações, a gente já está sentindo certa queda. No ano passado foi importada uma grande quantidade de cavalos. Essa queda ocorre por conta da influência da queda na economia de vários países, por isso o pessoal está um pouco com o pé no freio. Por outro lado, a projeção para o próximo semestre é recuperar o volume e tentar balizar com o do ano passado. Em relação à exportações de pet, o crescimento é constante, em torno de 10% ao ano.
- Dentro do nicho, qual modalidade (turismo, comércio, esportes) conta com maior demanda e rentabilidade?
Importações de cavalos, a modalidade com maior demanda é para competição, e também para reprodução. Agora, para animais pet, é realmente mudança.
- O Brasil está bem preparado para lidar com essa logística?
Só para você ter uma ideia de como o Brasil está atrasado com a logística no segmento de transporte de animais, é mais fácil eu colocar um animal no exterior do que eu transportar um animal brasileiro via aérea para qualquer lugar do Brasil. Então, de São Paulo para Nova Iorque é mais fácil que transportá-lo de São Paulo para Florianópolis. Isso acontece por causa das companhias brasileiras, que não estão estruturadas para transportar animais, seja de pequeno porte ou grande porte. Já no caso das internacionais, normalmente elas têm um departamento voltado somente para isso, que sempre está estudando todos os procedimentos possíveis de uma série de espécies. E o entrave maior é que em tempos de crise, esse tipo de carga é a que sempre aponta para o crescimento na movimentação.
- E a legislação no Brasil, em relação de animais que vêm de fora e são trazidos para o nosso país? Como funciona?
Como aqui é um país que tem bastante doença, ele não tem condições de exigir muito de quem traz animal para cá. Falando de pet, exige-se que o animal tenha a vacinação contra raiva em dia. Por outro lado, países como a Austrália não aceitam animais que vem do Brasil, pois aqui existe a doença de raiva, e como lá o problema está controlado, eles nem aceitam o pet.
- Há uma espécie mais complicada para se consolidar uma operação, além de cavalos e pets (cães e gatos)?
Animais bastante burocráticos são aqueles geneticamente modificados, voltados para pesquisas, ou seja, roedores como camundongos. Por eles serem geneticamente modificados, existe um protocolo muito rigoroso a ser seguido. Então esses são uns dos mais difíceis. Porém, podemos incluir também aves. O Brasil, por ser o maior exportador de carne de frango, ele tem muito medo de trazer para cá algum animal portador de gripe aviária. Caso isso ocorra, no dia seguinte, todas as exportações são canceladas, e aí pode haver uma queda bastante séria de toda a cadeia, desde fabricantes de ração até os transportadores.
- Você tem algum conselho para quem planeja viajar levando consigo algum animal? Existe algum perigo de o animal ser impedido de viajar no momento do embarque?
Existe esse perigo, sim. É muito comum ver gente que chega no aeroporto sem nenhuma informação a respeito, que apenas fez a reserva na companhia aérea e chegou no terminal sem documento nenhum. O animal não embarcará. O que eu aconselho é que essas pessoas procurem alguma empresa especializada no procedimento para adquirir as informações corretas. Além disso, é necessário se planejar pelo menos dois meses antes do embarque. Vamos supor que a pessoa até conseguiu embarcar o animal. Chegando no destino, é feita toda a conferência documental e física do animal. Se nesse caso tiver qualquer problema, podem ocorrer três coisas: uma, é ele ser devolvido no primeiro voo para a origem; na segunda hipótese, ele pode ficar sob observação em uma quarentena; e por último, ele pode ser até abatido no terminal. Essa terceira opção eu nunca vi acontecer, mas todos os países têm esse direito de abater o animal casos o profissional suspeite de alguma doença.
Fonte: Transporta Brasil 
www.transportabrasil.com.br

quinta-feira, 3 de julho de 2014

logística reversa


Tanto se ouve falar em Logística reversa, mas você sabe o que é?

logística reversa é "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação.



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Copa do Mundo no Brasil

Escolha do Brasil
O Brasil foi escolhido pela FIFA para sediar a Copa do Mundo de Futebol em 2014. A escolha foi divulgada no dia 31 de maio de 2009 e gerou muita alegria e comemoração popular no Brasil. Como sede da Copa, a seleção brasileira foi automaticamente classificada para disputar a Copa de 2014, sem passar pelo processo de eliminatórias.
Os jogos da Copa de 2014 ocorrerão entre os dias 13 de junho (jogo de abertura) e 13 de julho (partida final).

Slogan da Copa 2014
Em 29 de maio de 2012, o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 e a FIFA anunciaram o logan da Copa que será: "Juntos num só ritmo''. A frase simboliza a ideia de união de todos em torno do futebol, além da felicidade que o maior evento do futebol representa.

Bola da Copa
brazuca, a bola da copa do mundo de 2014 Brazuca: a bola da Copa 2014
Brazuca é o nome da bola da Copa do Mundo de Futebol 2014. O nome foi escolhido através de uma enquete (com cerca de 1 milhão de votos) e divulgado em 2 de setembro de 2012. A empresa de materiais esportivos Adidas é a responsável pela confecção da bola.

Fuleco: o mascote da Copa
fuleco, mascote da copa do mundo 2014 Fuleco: mascote da Copa de 2014 (fonte: site Agência Brasil - foto: Marcello Casal Jr.)
O mascote da copa é um tatu-bola, animal típico da caatinga, na cor amarela e com carapaça azul. Seu nome é Fuleco, que é uma combinação de Futebol e Ecologia.

O uso da tecnologia
Pela primeira vez na história da Copa do Mundo de Futebol está sendo utilizada tecnologia para que o árbitro possa saber se a bola entrou ou não no gol. Conhecido como GoalControl, o sistema consiste no uso de 14 câmeras de alta velocidade, instaladas na estrutura superior do estádio. A bola é monitorada em tempo real por estas câmeras e, se cruzar a linha do gol, um aviso será enviado em 0,3 segundo para o relógio do árbitro. O sistema não necessita na utilização de chip na bola. É o fim dos erros de arbitragem em bolas que entram ou não no gol.

Informações importantes
- A partida de abertura da Copa ocorreu no Estádio do Corinthians em São Paulo, enquanto a partida final será realizada no Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro). A partida de abertura ocorreu em 12 de junho de 2014, enquanto a final será no dia 13 de julho de 2014.
- A competição conta com a participação das seleções nacionais de 32 países.
- A presidente Dilma nomeou, em 27 de julho de 2011, Pelé como embaixador da Copa do Mundo de 2014.
- A seleção brasileira só jogará no estádio do Maracaná, caso chegue a final.
- O sorteio dos grupos da Copa do Mundo ocorreu no dia 06 de dezembro de 2013.

Ingressos
- Em 19 de julho de 2013, a FIFA anunciou que os ingressos da Copa de 2014 seriam vendidos a partir de 20 de agosto. Os valores ficaram entre R$ 30,00 e R$ 1.980,00. Os ingressos de menor valor foram destinados a estudantes, idosos pessoas que fazem parte do programa Bolsa Família. Mais informações podem ser adquiridas no site da FIFA.

As cidades-sede da Copa 2014 e seus estádios
- Belo Horizonte - Estádio Mineirão
- Brasília - Estádio Mané Garrincha
- Cuiabá - Arena Pantanal
- Curitiba - Arena da Baixada
- Fortaleza - Estádio Castelão
- Manaus - Arena Amazônia
- Natal - Estádio da Dunas
- Porto Alegre - Estádio Beira Rio
- Recife - Estádio Cidade da Copa
- Rio de Janeiro - Estádio do Maracanã
- Salvador - Estádio da Fonte Nova
- São Paulo - Arena do Corinthians

Os 32 países classificados para a Copa de 2014 (lista final)
- Brasil (país-sede, classificado sem precisar disputar eliminatórias)
- Japão
- Austrália
- Irã
- Coreia do Sul
- Holanda
- Itália
- Argentina
- Estados Unidos
- Costa Rica
- Alemanha
- Bélgica
- Suíça
- Colômbia
- Espanha
- Bósnia-Herzegóvina
- Rússia
- Inglaterra
- Chile
- Equador
- Honduras
- Nigéria
- Camarões
- Costa do Marfim
- Portugal
- França
- Grécia
- Croácia
- Argélia
- Gana
- México
- Uruguai


Fonte: http://www.suapesquisa.com/copadomundo2014/

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A Logística no Brasil

Na década de 60, o mercado estava de certo modo sob o controle das empresas, pois os mercados não eram tão dinâmicos e globalizados quanto os de hoje, em dia, as mudanças ocorriam de forma lenta e os produtos tinham um ciclo de vida longo. Para que a maioria das empresas chegassem ao cenário atual, a logística teve uma participação muito importante nessas mudanças.
No mercado nacional essas mudanças só começaram a acontecer de forma mais rápida na década de 90, quando teve início o processo de redução das alíquotas de importação, logo após esse período houve uma grande dificuldade para a maioria das empresas nacionais, pois estas não estavam preparadas para uma abertura de mercado.
A Logística no Brasil vem constituindo-se em um negócio de grandes proporções que evoluiu muito rapidamente nos últimos anos, e passou por profundas transformações em direção a maior sofisticação.
Introdução
Na indústria, nos anos 60 quando a concorrência era menor, os ciclos dos produtos eram mais longos e as incertezas do mercado mais controláveis, tinha sentido perseguir a excelência nos negócios através da gestão eficiente de atividades isoladas como compras, transportes, armazenagem, fabricação, manuseio de materiais e distribuição.
Hoje, com os mercados cada vez mais dinâmicos e globalizados, os clientes ficaram cada vez mais informados e exigentes. Para satisfaze-los, são necessários produtos com ciclos de vida bem mais curtos e com semelhança tecnológica muito grande. Surgiu, então, o conceito de logística integrada que significou considerar como elementos de um sistema todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos, desde o período de aquisição dos materiais até o ponto de consumo final; assim como os fluxos de informações que gerem os produtos em movimento.
No Brasil estas mudanças vieram a ocorrer principalmente após 1990, quando houve a redução das alíquotas de importação, desde então, as empresas Brasileiras tiveram que passar a ser mais competitivas, por causa do aumento da concorrência ou poderiam perder seu mercado, ou até mesmo fechar as portas. Devido a essas mudanças a logística vem tendo cada vez mais, um papel muito importante dentro das empresas.
A Logística no Brasil vem constituindo-se em um negócio de grandes proporções que evoluiu muito rapidamente nos últimos anos, resultados de pesquisa realizada pelo CEL em 2003 indicam que em seu conjunto as 500 maiores empresas industriais brasileiras gastam cerca de 7% do se faturamento por ano, com suas operações logísticas. A logística no Brasil passou por profundas transformações em direção a uma maior sofisticação. Essas transformações são evidenciadas em diferentes aspectos, sejam eles relacionados à estrutura organizacional, às atividades operacionais, ao relacionamento com os clientes, ou às questões financeiras (FIGUEIREDO, 2003).
Objetivos
Mostrar de forma resumida como foi a evolução da logística no Brasil, e mostrar como este setor na atualidade tem um papel cada vez mais importante dentro das empresas nacionais.
Materiais e Métodos
Até 1990, quando teve início o processo de redução das alíquotas de importação, as empresas brasileiras não demonstravam maior preocupação com a questão da competitividade. Acomodadas com a falta de competição, num ambiente de reservas de mercado, e convivendo com uma conjuntura favorável de demanda, as empresas davam pouca atenção às questões de qualidade e produtividade. Afinal de contas, porque empresas iriam investir em melhoria de qualidade, aumento de produtividade e melhores serviços aos clientes, se existiam um amplo mercado consumidor, um baixo grau de concorrência e uma elevada inflação que permitia aplicar os recursos financeiros com altas taxas de juros?(Fleury, 2000).
No início da década de 90 a situação começou a se modificar, pois nesta época houve um aumento de concorrência em função da abertura do mercado brasileiro ao mercado globalizado. Além disso, nesta mesma época, em consequência do plano real, houve um aumento no poder de compra dos consumidores. Já em seu relatório anual de 1990, o World Competitiviness Report questionava a capacidade das empresas brasileiras de sobreviverem à competição internacional, através apenas de investimentos na melhoria da qualidade e dos processos internos. Com a globalização e o crescente aumento da competição tornou-se necessário olhar além das fronteiras individuais das empresas, na direção do canal de distribuição, buscando maior cooperação e integração, desde o consumidor final até o fornecedor de matéria prima (Fleury, 1993).
A abertura do mercado brasileiro e o sucesso do plano real provocaram uma grande mudança no relacionamento cliente-fornecedor, o fornecedor passou a ser mais exigido pelos clientes e o aspecto preço passou a não ser mais o único fator determinante no processo de compra. Segundo dados da pesquisa feita pelo CEL (2003) o fator preço ainda é muito importante na decisão de compra no varejo, porém outras variáveis, como produto e serviços ao cliente, vêm apresentando-se cada vez mais como fatores significativos nas decisões de compra.
Das muitas mudanças ocorridas no ambiente empresarial, talvez a maior seja o enfoque na "velocidade", alavancada pelo boom dos computadores e das telecomunicações. Tudo isso traz conseqüências nas práticas de trabalho das empresas, que devem desenvolver estruturas organizacionais capazes de responder com rapidez e flexibilidade às exigências do mercado. Segundo Bowersowx e Closs (2001), a construção de uma vantagem competitiva baseada na competência logística, diferenciará a empresa no mercado, dificultando a cópia por parte dos concorrentes. Todavia como não há ambiente competitivo estático, caberá à empresa analisar o desempenho logístico sob uma ótica dinâmica, na qual seja levado em consideração o fato de que as necessidades dos clientes estarão continuamente em modificação.
Segundo Dantas (2000), a logística aparece neste contexto, como uma ferramenta fundamental, ao contribuir para o aumento da flexibilidade, melhoria nos serviços e redução dos custos; fatores imprescindíveis para qualquer empresa competir no cenário atual.
Diante deste novo contexto, caberá à empresa implementar estratégias de marketing, que levem em consideração esta nova realidade e que permitam diferencia-la de seus concorrentes. De acordo com Bowersox e Closs (2001. p 307 "... para implementar uma estratégia de marketing é fundamental levantar e conhecer todas as atividades relacionadas ao processo de conquista e atendimento a clientes. Logística é uma das competências chave que podem ser desenvolvidas como parte central da estratégia". Ainda segundo o autor, a construção de uma vantagem competitiva baseada na competência logística, diferenciará a empresa no mercado, dificultando a cópia por parte dos concorrentes. 
Todavia como não há ambiente competitivo estático, caberá à empresa, analisar o desempenho logístico sob uma ótica dinâmica, na qual seja levado em consideração o fato de que as necessidades dos clientes estarão continuamente em modificação.
Segundo Fawcett (1996), através de gerência dos processos logísticos pode se obter resultados diferenciados de satisfação do cliente, com redução de custos. Para o autor a logística representa uma importante opção, não só porque aumenta a eficiência operacional, mas também por que pode levar de forma consistente a aumento da lealdade do cliente. 
Daugherty (1992) complementa e diz que está claro que é importante estar apto a customizar os serviços ao cliente e responder rapidamente às demandas dos mesmos, no entanto, isto somente irá se transformar em vantagem competitiva, se as margens e a lucratividade da empresa não forem sacrificadas.
Segundo Figueiredo (2003), a logística no Brasil também vem se constituindo em um negócio de grandes proporções que evolui muito rapidamente nos últimos anos. Resultados de pesquisa realizada pelo CEL em 2003 indicam que em seu conjunto as 500 maiores empresas industriais brasileiras gastam cerca de R$ 39 bilhões por ano com suas operações logísticas, o que equivale, na média, a 7% de seu faturamento. É bom lembrar, no entanto, que esse percentual varia significativamente entre empresas e setores industriais, numa faixa que vai de menos de 5%, a mais de 20%. No país como um todo, estima-se que os gastos com logística atinjam o montante de R$ 160 bilhões por ano.
De acordo com Figueiredo (2003), nos últimos anos, a logística no Brasil passou por profundas transformações em direção a maior sofisticação. Essas transformações são evidenciadas em direfentes aspectos, sejam eles relacionados à estrutura organizacional, às atividades operacionais, ao relacionamento com os clientes, ou às questões financeiras. Por exemplo, numa proporção cada vez maior de empresas, o principal executivode logística situa-se nos mais altos níveis hierárquicos. Por outro lado, o escopo das operações logísticas já ultrapassou claramente as fronteiras clássicas do transporte e da armazenagem.
Tradicionalmente, a logística sempre foi vista como um conjunto de atividades operacionais, gerenciadas de forma fragmentada por gerentes com baixo nível hierárquicos. À medida que o conceito de logística integrada foi difundindo-se entre empresas e tornando-se mais sofisticado, o nível hierárquico de seu principal executivo foi elevando-se, até atingir os patamares mais elevados das organizações. Esse fenômeno que ocorreu nos Estados Unidos da América e Europa, nas últimas duas a três décadas, parece já ter chegado ao Brasil (FIGUEIREDO, 2003).
Quando analisados de forma segmentada, ou seja, por grupo de setores, os resultados permitem constatar que o nível hierárquico varia em função do setor considerado. Por exemplo, no segmento de bens de consumo não duráveis, a proporção de executivos de logística ocupando posições de diretoria é substancialmente maior que nos outros segmentos considerados. Isso está a indicar que o setor de bens de consumo não duráveis vem evoluindo mais rapidamente do que os demais nos que diz respeito à importância atribuída à logística. Isso talvez se explique pelo fato de que essa classe de produtos se caracteriza por ser intensiva em distribuição, ou seja, utiliza canais de distribuição compostos por enorme quantidade de pontos-de-venda, o que resultaria em um maior desafio logístico(FIGUEIREDO, 2003).
A evolução da logística ao longo do tempo pode ser medida entre outras coisas pelo conjunto de atividades executadas no âmbito de sua responsabilidade. A observação das grandes empresas brasileiras indica uma significativa diversidade de atividades sendo realizada pela organização logística, os resultados surgerem alto grau de diversificação das operações, compatível com países mais desenvolvidos. Dentre as atividades logísticas, aquela que consome a maior parte dos recursos é o transporte. Esta também é a operação que apresenta os custos mais visíveis, por ser quase totalmente terceirizada nas empresas. No caso dos custos associados a outras operações logísticas, como a armazenagem e a gestão de estoques, nem sempre são considerados alguns custos menos visíveis ou que não representam desembolsos diretos, como os custos de oportunidade e depreciação(FIGUEIREDO, 2003).
Conclusão
No início da década de 90, quando houve a abertura do mercado brasileiro ao mercado globalizado, e também partir implementação do plano Real, houve grandes avanços na logística brasileira. Nesse período foi necessário que as empresas brasileiras se adaptassem rapidamente a situação, e elas despertaram para importância da logística como vantagem competitiva de mercado. Mas mesmo com os grandes avanços da logística ocorridos até os dias de hoje, ainda existem muitas empresas trabalhando na primeira fase, isto é controlando seus fluxos logísticos através de estoques e tendo seus diversos setores atuando de forma isolada.

Fonte: Techoje
http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/312

quarta-feira, 11 de junho de 2014