segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Por que melhorar a acuracidade dos estoques?
 A baixa acuracidade na informação de estoques de produtos acabados pode ocasionar grandes transtornos às empresas, impactando diretamente nas vendas.
Imagine vender aquilo que você não dispõe em estoque para pronta entrega ou entregar pedidos parciais?
No caso de matérias-primas, informações pouco confiáveis podem causar catástrofes ainda maiores, levando as empresas a comprar errado, produzir itens desnecessários e até provocar a parada de linhas produtivas.
Uma das formas mais eficazes de se obter uma rápida e consistente melhoria na acuracidade de estoques é a utilização dos sistemas de inventário (ou contagem) cíclica ou rotativa.
Trata-se de um processo de checagem das quantidades em estoques através da contagem de porções do estoque, em uma base contínua; em outras palavras, trata-se de um processo que realiza contagens regulares, mas que não conta a totalidade dos estoques em um único evento.
A implantação de um bem sucedido programa de contagem cíclica poderá resultar em um aumento na acuracidade de estoques que varia de 5% a 10% em um curto prazo.
A oportunidade de aumentar as vendas, simultaneamente com a redução de estoques, sem o comprometimento do nível de serviço, torna a realização do inventário cíclico uma prática de logística classe-mundial.
A meta atual perseguida é de 97% de acuracidade, levando-se em conta os endereços físicos existentes, eliminando, dessa forma, a necessidade da realização do inventário físico periódico (aquele que ninguém gosta).
Se os seus atuais indicadores por item encontram-se abaixo de 90% algo deve ser feito urgentemente.  Se a sua operação alcançou indicadores entre 90% e 95%, melhorias substanciais poderão ser realizadas. Se você alcançou indicadores acima de 95%, melhorias incrementais poderão ser obtidas.
Vários benefícios podem ser obtidos com a contagem cíclica:
ü  Reduz (e até elimina) vendas perdidas e o nível de pedidos incompletos, causados por saldo incorretos ou pela dificuldade de localizar os materiais em estoque;
ü  Elimina os custos e a ruptura nos serviços provocados pela interrupção das operações na realização de um inventário físico periódico;
ü  Garante que os produtos pedidos serão efetivamente aqueles separados e expedidos para os Clientes, impactando diretamente no % de pedidos perfeitos;
Melhores indicadores de acuracidade levam à redução do nível de estoques de segurança e, consequentemente, a menores custos com inventários;
Melhora a produtividade operacional, pois reduz drasticamente as paradas ao longo do processo de picking, ocorridas devido à não localização dos itens para a composição dos pedidos.
Melhores níveis de serviço passam necessariamente por uma maior acuracidade nas formações de estoques.
Sem ou com pouca confiabilidade, as diversas áreas internas de uma empresa (PCP, Compras, Produção e Vendas) adicionarão “margens de segurança”, comprometendo a competitividade da sua empresa.
Somente com um bem-sucedido programa de contagem cíclica, combinado a auditorias paralelas e a um foco na melhoria contínua, a sua empresa poderá gerar informações confiáveis, que seguramente beneficiarão todas as áreas vitais da empresa e se constituirão em um importante diferencial no mercado em que você atua!
Quer reduzir custos e melhorar o nível de serviço a seus clientes internos e externos? Implante o inventário cíclico ou rotativo.

Viviane Pimenta
Consultora em Logística

Fonte: LOGÍSTICA, Coletânea de Artigos Sobre Operações de Armazenagem de Materiais e Movimentação. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Entendendo melhor a logística reversa:

Já ouviu falar em logística reversa? Para saber mais a respeito do conceito, é necessário conhecer o fator responsável pelo seu surgimento e desenvolvimento: a conscientização ambiental. A preocupação crescente com a sustentabilidade, que se refere por exemplo à reciclagem e reutilização de materiais, a deposição de resíduos, a refabricação de produtos e a redução do consumo, proporciona o progresso desta área da logística e a torna um diferencial competitivo para as organizações.
No processo de logística reversa, a comercialização de um produto não se encerra na sua entrega ao cliente – o momento do consumo, pelo contrário, é seu ponto de partida, formando assim um ciclo.
Quer entender mais sobre este conceito que pode fazer a diferença na sua empresa? Confira!

Afinal, o que é logística reversa?

Estudiosos da área definem a logística reversa como o processo de planejamento, implementação e controle de um modo eficiente e eficaz:

·       Do retorno e da recuperação de produtos;
·       Da redução do consumo de matérias-primas;
·       Da reciclagem, substituição e reutilização de materiais;
·       Da dispensa de resíduos;
·       Da reparação e refabricação de produtos.

Neste sentido, a ideia é fazer com que produtos, embalagens e materiais que seriam descartados retornem ao processo de produção, evitando uma nova utilização de recursos naturais e um consumo em excesso indevido. Esta consciência sustentável já é aplicada em novos modelos de produção. Há empresas que adotam um tamanho menor em suas embalagens – sem afetar o conteúdo – para que gerem menos lixo. Outras pensam a montagem de seus equipamentos a partir da facilidade da desmontagem, com o intuito de reciclá-los; fora as que já inserem materiais reciclados na confecção de novos produtos.  Além do refinamento da imagem da empresa, devido à sua preocupação ambiental, esta vertente da logística também proporciona um melhor potencial econômico: o que é considerado lixo hoje, se bem empregado, pode valer dinheiro amanhã.

A logística reversa e as compras online

Além da preocupação com uso consciente de recursos naturais, há um outro fator que está diretamente relacionado com o desenvolvimento da logística inversa: as compras online. É isso mesmo! Derivada da ausência de contato físico com o que se deseja comprar, a gestão de devoluções em compras online acelerou o sistema de logística reversa. Quando o produto adquirido de uma loja virtual não corresponde às expectativas dos clientes que efetuaram o pedido e é devolvido a uma loja virtual, a logística reversa se responsabiliza pela ação. A maioria dos sistemas deste tipo de logística, inclusive, entra em cena quando o recurso das devoluções é oferecido. As empresas que disponibilizam este serviço, por sua vez, incrementam a qualidade do seu pós-venda. Desta forma, é possível ir de encontro à satisfação do consumidor e, em consequência, fidelizá-lo.
Um opção consciente
O sistema de logística reversa, em suma, ilustra um processo de revalorização sustentável, seguindo os seguintes passos:
·       Coleta;
·       Seleção;
·       Expedição;
·       Retorno ao ciclo de produção;
·       Reprocessamento / Revenda / Reciclagem.
Partindo do princípio básico da minimização dos impactos ambientais através da reutilização de materiais, esta logística revela um modelo de comercialização consciente, que não se encerra na entrega do produto ao consumidor.
Independente da legislação vigente (com obrigação imposta pelo fabricante ou não deste tipo de logística), empresas que adotarem tais processos estarão melhor preparadas para a concorrência em tempos de consumo consciente e matéria-prima escassa.

Texto enviado pelo Daniel Ponciano

Fonte: Site FGL.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

LOGÍSTICA DENTRO DOS PROCESSOS PRODUTIVOS

Conforme o excelente artigo publicado pela Especialista em Logística e Consultora Viviane Pimenta, a logística possui uma longa história desde os primórdios da civilização. Sua evolução é clara e consistente concomitante ao avanço das novas tecnologias e ao crescimento dos processos produtivos.
Atualmente a logística é um importante pilar para os processos produtivos. Através dela os processos podem ficar mais robustos e ágeis, oferecendo aos consumidores finais produtos e serviços mais confiáveis e com um menor espaço de tempo.
As empresas de hoje vem investindo fortemente em seus departamentos logísticos, por enxergarem sua importância e oportunidade de melhoria nos processos e redução de custos nas operações, entretanto, os custos logísticos dentro das organizações ainda são elevados.  Segundo a Associação Brasileira de Movimentação e Logística os custos logísticos nas empresas brasileiras representam 19% do faturamento das empresas. É bem verdade que a logística é um grande aliado dos processos, porém, ela precisa ser bem elaborada e ser calçada por métodos e procedimentos consistentes.
A logística é uma ótima saída para aumentar a competitividade das empresas se bem trabalhada. Atuando nos processos com olhar crítico, implantando práticas com foco na redução da movimentação, melhor utilização do espaço físico, ordenação dos fluxos de movimentação e redução nos estoques os resultados com redução dos custos logísticos serão significativos para a empresa, possibilitando assim maior flexibilidade para formação do preço de venda dos produtos e assim aumentando a competitividade.
No Brasil temos ótimos modelos logísticos, que funcionam bem e trazem resultados fantásticos para as empresas e clientes, então podemos estuda-los e implantá-los à nossa realidade.
Fonte: Associação Brasileira de Movimentação e Logística
Bruno Sérgio de Souza
Gestor de Produção Industrial, Pós Graduado em Engenharia de Processos e MBA em Administração de Projetos – Consultor de Processos e Projetos.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Boa tarde, estamos com um projeto interno na Logística Líder para compartilhar conhecimento através das nossas redes sociais. Toda semana vamos dividir com vocês artigos, noticias, frases, cases e textos enviados pelo Tíme da Líder!
Hoje é o Dia do Daniel Ponciano Consultor na Logística Líder compartilhar um tema para adquirimos mais conhecimentos, afinal conhecimento nunca é demais! Tenham uma boa tarde e espero que leiam semanalmente e gostem dos temas compartilhados.

Conhecendo um pouco mais o Supply chain

O Supply Chain Management (SCM) é a gestão da cadeia de fornecimento. Segundo alguns estudiosos, a competição no mercado global não ocorre entre empresas, mas entre cadeias de fornecimento. A gestão da logística e do fluxo de informações em toda a cadeia permite aos executivos avaliar, pontos fortes, e pontos fracos na sua cadeia de fornecimento, auxiliando a tomada de decisões que resultam na redução de custos, aumento da qualidade, entre outros, aumentando a competitividade do produto e/ou criando valor agregado e diferenciais em relação a concorrência. Os resultados que se esperam da utilização de sistemas que automatizem o SCM são: 
o   Reduzir custos,
o   Aumentar a eficiência; 
o   Ampliar os lucros; 
o   Melhorar os tempos de ciclos da cadeia de fornecimento; 
o   Melhorar o desempenho nos relacionamentos com clientes e fornecedores; 
o   Desenvolver serviços de valor acrescentado que dão a uma empresa uma vantagem competitiva; 
o   Obter o produto certo, no lugar certo, na quantidade certa e com o menor custo; 
Manter o menor estoque possível. 
Esses resultados são obtidos à medida que a gestão da cadeia de fornecimento simplificar e acelerar as operações que estão relacionadas com a forma como os pedidos do cliente são processados pelo sistema, até serem atendidos, e também, com a forma das matérias-primas serem adquiridas, e entregues, pelos processos de fabricação e distribuição. 
Concluindo, é fundamental que as empresas se preocupem com a integração desses conjuntos de soluções de gestão, automatizadas através da tecnologia de informação (Simchi-Levi, 2003), pois só assim será possível obter maior vantagem estratégica e competitiva. 
Um bom gerenciamento da cadeia de suprimentos, começa na avaliação dos gastos, no modelo atual de compras, na avaliação dos índices financeiros aplicados na renovação dos contratos por fornecedores e etc, não basta colocar um software de administração da cadeia, se não alterar o modelo de gerenciamento. A ideia do Supply Chain, é reduzir as atividades táticas, ampliando a ação estratégica. 
A área de suprimentos hoje, diferentemente de ontem, é responsável pelos resultados da empresa, a sinergia - ação dos órgãos simultaneamente, desenvolvida entre os departamentos fortalece a área que hoje, não só acompanha a aplicação dos contratos, mas como é responsável por todo o período de negociação. Os fornecedores nesse momento passam a ser parceiros no desenvolvimento de produtos, a quantidade de fornecedores é reduzida e o controle dos KPI´s acordados passam a ser melhor administrados, vis a vis, a possibilidade de relatórios emitidos pela ferramenta utilizada, com equalizações e demonstrativos de resultados.
O comprador definitivamente, abandona a fase de baixa ou nenhuma rastreabilidade e auditabilidade de seu processo de compras, passando a ter total visualização de todo o processo. 

Escrito por Daniel Ponciano
Consultor Técnico  -  Logística Líder

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

GESTÃO DE ESTOQUES

Como sabemos a logística engloba várias áreas e uma delas é a gestão de estoque. Um estoque gerenciado de maneira correta traz resultados extremamente importantes para a organização como, redução no custo de armazenagem, redução no valor do estoque, redução de custo com paradas de linha por desabastecimento, cumprimento dos prazos de entrega, dentre outras.
É importante conhecer as principais características dos materiais a serem estocados para facilitar sua gestão. Pontos como custo do material, dimensões, formas de armazenagem e lead time de entrega são extremamente importantes para uma boa gestão de estoque. Além disso, é importante também, manter o fluxo de informação com a produção sempre atualizado, através do link com o Planejamento e Controle de Produção.
Os níveis de estoque devem ser previamente analisados e definidos. A ferramenta mais usada para definição dos níveis de estoque é a Curva de Classificação ABC, (Ela pode classificar o item de acordo com seu custo, demanda e criticidade). Para garantir os níveis de estoque dentro do padrão estipulado é necessário acompanhamento constante do consumo de materiais e dos pedidos programados com o fornecedor.
A gestão dos estoques não é uma tarefa simples, por isso, apoiar-se em técnicas e conceitos, criar e monitorar os procedimentos para a realização das operações atualizar-se com as ferramentas e novas tecnologias de apoio a gestão de estoques é essencial para o alcance de resultados satisfatórios.

Fonte, Administração de materiais, princípios, conceitos e gestão.
Enviado pelo consultor Bruno Sérgio de Souza.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Boa Tarde Pessoal, 

Compartilhar conhecimentos e experiências é sempre bom para quem compartilha é para quem recebe essa contribuição, hoje dia 05/08/14 vou compartilhar um pouco sobre conceitos básicos do que realmente é Logística. A Logística ainda é um nome desconhecidos para algumas pessoas e conhecimento nunca é demais.
O que é Logística?
“A logística é o processo de elaboração, implementação e controle de um plano que serve para maximizar, da produção ao consumo, enfrentando custos, a eficiência e a eficácia do fluxo e da gestão das matérias-primas, semi-acabados, produtos acabados e informações; tudo isso conforme as exigências dos clientes” (Council of Logistics Management – EUA) “O gerenciamento logístico engloba os conceitos de fluxo de compras de matérias-primas, operações de produção e transformação, controle de materiais e processos, bem como produtos acabados, compreendendo também todo o gerenciamento de transporte e distribuição de produtos destinados a vendas, desde depósitos intermediários até a chegada dos produtos aos consumidores finais” (Hong Yuh Ching)’ A Logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. Entre as atividades da logística estão o transporte, movimentação de materiais, armazenamento, processamento de pedidos e gerenciamento de informações. Pela definição do Council of Logistics Management, “Logística é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes”. Em resumo: “Logística é a arte de comprar, receber, armazenar, separar, expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, na hora certa, no lugar certo, ao menor custo possível.”
Fonte: Sucesso Power Minas
Texto enviado pela Trainne Administrativo Treyce Gonçalves

quarta-feira, 30 de julho de 2014

CASE: Com logística lean, Nike evita 20 novos centros de distribuição na Europa

Há cerca de três anos, um estudo recomendou à Nike, uma das maiores marcas de artigos esportivos do mundo, que a empresa deveria criar, na Europa, pelo menos 20 novos "centros de distribuição", para assim conseguir distribuir, com eficiência, as encomendas na Europa, África e Oriente Médio.
"Nosso maior ganho foi, justamente, decidir, naquela época, pela implementação do Sistema Lean. Pois foi exatamente isso que fez com que não precisássemos abrir os 20 novos centros de distribuição, para conseguirmos processar com eficiência as encomendas do nosso 'mercado digital'", lembra hoje, com orgulho, Alex Andrade, Diretor de Logística da Nike.
Alex explica que foi há cerca de três anos que o Sistema Lean começou a ser aplicado em toda a cadeia de logística do centro belga de distribuição da Nike, com o objetivo de "conseguir atender o mercado digital e também grandes clientes", sem necessitar, para isso, "pulverizar" a distribuição.
Com isso, além de evitar o investimento em pelo menos 20 novos centros, a empresa já conseguiu, até o momento, detalha Alex, uma redução de 25% de área de processos no local. Reduziu ainda em 65% seu lead time interno. E conseguiu dobrar a capacidade de "receber e de entregar" produtos.
"Este ano criamos a nossa segunda planta modelo, parte do complexo belga de quatro plantas, e o investimento na infraestrutura foi realizado com apenas 5 milhões de dólares - em vez de 75 milhões utilizados anteriormente em um Centro de Distribuição sem a aplicação do Nike Logistics System, ou seja, o Sistema Lean aplicado à logística da nossa empresa", resumiu o executivo brasileir.
Ao implementar o Nike Logistics System, explica Alex, a companhia precisou redesenhar todos os seus processos de logística - sempre sob a ótica do Sistema Integrado.
Os conceitos aplicados foram, por exemplo, a separação "homem-máquina", a automação na medida certa, o nivelamento do trabalho, por meio do heijunka box, a implementação do andon e a flexibilização, para atender às novas características dos pedidos dos clientes.
Com o Sistema lean, a empresa modificou uma série de processos do centro de distribuição. Por exemplo, o "Planejamento de Distribuição", que era de 24 horas e diminui para 1 hora. Ou o Working in Process, o inventário de processo de trabalho, que obteve uma redução de 92%.
Além disso, detalhou Alex Andrade, a empresa redesenhou a estratégia de "liderança e coaching" entre os colaboradores: os "supervisores", funcionários com capacidade de resolver problemas, tiveram seus quadros aumentados de 1 a cada 42 funcionários para 1 a cada 5 funcionários, com a ajuda de "capitães de time".
"O Sistema Lean tem sido fundamental para a logística da Nike", resumiu o executivo.

Fonte: Lean
Acesso em:  http: www.lean.org.br