O
desabastecimento do Nordeste é reflexo da falta de rotas alternativas
para escoar a safra agrícola brasileira. Sem ferrovias e hidrovias
suficientes e baixa oferta de cabotagem (transporte interno de navio
pela costa brasileira), a única alternativa é transportar os grãos por
caminhão, em rodovias precárias, afirma o coordenador do Movimento
Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz Ferreira.
"No momento em que tivermos mais hidrovias, a BR-163 concluída ou uma nova regulamentação para a cabotagem, o caminho para o Nordeste ficará menos restrito", avalia o especialista. Ele acredita que o plano do governo de levar o milho do segundo leilão (103 mil toneladas) por navio para o Nordeste pode ser comprometido pela falta de oferta e elevado custo. Pela regra atual, diz Ferreira, o custo de uma carga do Rio Grande do Sul até o Nordeste feito por cabotagem é o mesmo de uma viagem de Santos à China. A solução apresentada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ao Ministério da Agricultura é a construção de dois grandes armazéns na região, com capacidade para 100 mil toneladas cada. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paolinelli, aposta nas hidrovias para reduzir os estragos que a infraestrutura provoca no agronegócio. "Com a construção de duas eclusas, a hidrovia Araguaia-Tocantins ajudaria bastante." / R.P. |
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Por O Estado de São Paulo - SP
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
Falta de rotas alternativas agrava desabastecimento
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