A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse nesta quinta-feira (11) que, mesmo depois dos dois reajustes da gasolina
que somaram 14,9% nos últimos meses, ainda há uma "diferença" entre os
preços do combustível no país em relação ao mercado internacional.
Mesmo assim, ela assegurou que "por ora" não haverá aumento dos preços,
mas admitiu que isso pode ocorrer "no médio e no longo prazo".
"Existe ainda alguma diferença, mas é política, de a Petrobras não
repassar as oscilações diárias para o mercado interno", disse a
executiva, sem especificar de quanto seria a defasagem.
Segundo ela, as variáveis que determinam o "afastamento" entre os preços
internos e externos incluem a cotação do petróleo tipo brent --de
referência--, a disponibilidade do combustível, a distância do país de
onde ele é importado e a precificação na origem.
O diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, lembrou
que no primeiro trimestre a importação de derivados recuou de 10 mil a
15 mil barris por dia, em média, na comparação com o mesmo período do
ano passado.
O volume adquirido fora do país ficou entre 240 mil e 245 mil barris por
dia, sendo 190 mil de óleo diesel e o restante de gasolina.
RESULTADOS
Em 2012, o lucro da Petrobras caiu 36,3%, para R$ 21,182 bilhões. O
resultado foi pior que o esperado por analistas, que estimavam queda de
cerca de 30%. A receita líquida da empresa foi de R$ 281,3 bilhões, 15%
maior que a verificada em 2011, de R$ 244,1 bilhões.
Segundo Graça Foster, o resultado se deu "pelo aumento da importação de
derivados a preços mais elevados, pela desvalorização cambial, que
impacta tanto nosso resultado financeiro como nossos custos
operacionais, pelo aumento de despesas extraordinárias como a baixa de
poços secos e pela produção de petróleo".
Fonte: Folha de S.Paulo
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