quinta-feira, 11 de abril de 2013

Petrobras descarta aumento nos combustíveis a curto prazo

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse nesta quinta-feira (11) que, mesmo depois dos dois reajustes da gasolina que somaram 14,9% nos últimos meses, ainda há uma "diferença" entre os preços do combustível no país em relação ao mercado internacional.
Mesmo assim, ela assegurou que "por ora" não haverá aumento dos preços, mas admitiu que isso pode ocorrer "no médio e no longo prazo".

"Existe ainda alguma diferença, mas é política, de a Petrobras não repassar as oscilações diárias para o mercado interno", disse a executiva, sem especificar de quanto seria a defasagem.
Segundo ela, as variáveis que determinam o "afastamento" entre os preços internos e externos incluem a cotação do petróleo tipo brent --de referência--, a disponibilidade do combustível, a distância do país de onde ele é importado e a precificação na origem.
O diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, lembrou que no primeiro trimestre a importação de derivados recuou de 10 mil a 15 mil barris por dia, em média, na comparação com o mesmo período do ano passado.
O volume adquirido fora do país ficou entre 240 mil e 245 mil barris por dia, sendo 190 mil de óleo diesel e o restante de gasolina. 

RESULTADOS
Em 2012, o lucro da Petrobras caiu 36,3%, para R$ 21,182 bilhões. O resultado foi pior que o esperado por analistas, que estimavam queda de cerca de 30%. A receita líquida da empresa foi de R$ 281,3 bilhões, 15% maior que a verificada em 2011, de R$ 244,1 bilhões.
Segundo Graça Foster, o resultado se deu "pelo aumento da importação de derivados a preços mais elevados, pela desvalorização cambial, que impacta tanto nosso resultado financeiro como nossos custos operacionais, pelo aumento de despesas extraordinárias como a baixa de poços secos e pela produção de petróleo". 

Fonte: Folha de S.Paulo

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