Entre 2013 e 2014, Banco deve desembolsar R$ 64 bilhões em recursos para o setor
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Luciano Coutinho, disse nesta quarta-feira (8) que a instituição vai
aumentar o apoio ao setor de logística, direcionando R$ 30 bilhões em
2013 e R$ 34 bilhões em 2014 para ferrovias, portos, aeroportos e
estradas. No ano passado, foram desembolsados R$ 25 bilhões.
Coutinho, que participou de audiência pública conjunta das comissões
de Assuntos Econômicos (CAE) e de Infraestrutura (CI), informou que a
tendência é de aumento desses valores diante da perspectiva da
realização de leilões de concessão ao setor privado.
– Já iniciamos um processo de expansão no investimento em
infraestruturas logísticas. A trajetória dos financiamentos será
certamente crescente. A expectativa é que os leilões possam mobilizar o
investidor privado para uma onda robusta e duradoura de investimentos em
logística, extremamente necessários para a ampliação a eficiência da
economia brasileira – opinou.
Luciano Coutinho passou boa parte da reunião mostrando a importância
para o país do banco, que é atualmente, segundo ele, o maior provedor de
crédito a longo prazo do Brasil.
De acordo com Luciano Coutinho, o BNDES fechou 2012 com R$ 8,2 bilhões de lucro líquido e se beneficia do baixo índice de inadimplência e da boa carteira de crédito.
– Em 2012, 99,1% da carteira do BNDES estavam
compreendidas entre os níveis duplo A e C, ou seja, de boa qualidade.
Trata-se de um percentual superior ao da média das instituições
financeiras privadas e públicas – afirmou.
Por mais de uma vez, o presidente do banco ressaltou o papel desempenhado pela BNDESPar,
subsidiária da instituição que, entre outras atividades, administra
carteira de valores mobiliários, atuando no mercado de risco.
Coutinho ressaltou que a BNDESPar tem sido mal compreendida, mas não usa recursos do Tesouro e faz investimentos rentáveis e tem gerado lucro para oBNDES. Em 2012, o lucro da BNDESPar foi de R$ 298 milhões.
Fonte: Anderson Vieira / Agência Senado
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