Somente duas empresas do setor investiram R$ 600 milhões no ano passado
Mesmo com os entraves estruturais do setor portuário, a cabotagem
(movimentação de cargas entre portos do País ) começa a figurar como
modal alternativo ao aéreo e ao rodoviário no Brasil. Empresas como a
Wilson Sons e a Aliança Navegação e Logística, duas das maiores
operadoras logísticas do País, investiram juntas, no último ano, R$ 630
milhões para ampliar esse tipo de transporte. Elas seguem alta de 23% da
demanda nos últimos seis anos neste segmento, de acordo com um
levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes
(CNT).
"Hoje a cabotagem não movimenta mais carga por falta de capacidade,
mas as empresas estão fazendo investimentos pesados nesse modal",
afirmou ao DCI o CEO do Tecon de Salvador, Demir Lourenço Júnior. A
empresa finalizou no fim de 2012 as obras do Terminal de Tecon, com o
investimento de R$ 180 milhões, entre ampliação de espaço, dragagem do
cais, aquisição de novos equipamentos e modernização da infraestrutura
do terminal.
Alguns entraves, porém, como a burocracia exigida na liberação das
embarcações, a dificuldade de comprar navios e a falta de infraestrutura
portuária no Brasil diminuem o ritmo desse crescimento. "Às vezes os
navios demoram de um a dois dias para ter os 190 documentos que são
exigidos para entrar e sair do porto", disse o presidente da
Macrologística, Renato Pavan.
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