Empresa movimentou 3,3 milhões de TEUs e totalizou um faturamento de 5,5 bilhões de euros
Após um período de forte recuperação da economia mundial em
2010 e um 2011 mais fraco, o crescimento global continuou no último ano,
embora em um ritmo mais lento. Neste cenário, os embarques de
contêineres aumentaram novamente, mas a uma taxa menor do que a
capacidade dos navios. Como resultado, os fretes continuaram sob
pressão, especialmente no trade da Ásia-Europa, apesar de uma melhora.
Reflexo do alto custo do combustível, o lucro de quase todas as empresas
de navegação permaneceu insatisfatório.
O Grupo Hamburg Süd não escapou desses fatores. Com cerca de 3,3 milhões de TEUs movimentados (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), a empresa transportou em torno de 4% a mais em contêineres do que no ano anterior, praticamente alinhada ao crescimento do mercado.
Impulsionada por um dólar significativamente mais forte na média do ano, o faturamento das operações regulares da Hamburg Süd aumentou desproporcionalmente ao volume transportado em, aproximadamente, 16%, para 4,8 bilhões de euros. Com a inclusão das atividades de transporte convencional (break-bulk) e product tanker, o volume total de negócios cresceu em 15%, para em torno de 5,5 bilhões de euros.
Com 4.512 funcionários, o Grupo Hamburg Süd empregou cerca de 1% a mais do que 2011. Incluindo as tripulações terceirizadas, a quantidade de colaboradores chegou a 5.134.
Em virtude dos constantes fretes e da pressão contínua sobre a área operacional, o resultado do Grupo Hamburg Süd superou o planejado, conseguindo uma melhoria em relação ao ano anterior em virtude do sucesso na gestão da capacidade. Porém, ainda não é possível falar de um nível de lucro satisfatório.
Os gastos de capital, em sua maioria na forma de depósitos e pagamento final de navios novos, foram, aproximadamente, 48% menores em 2012, sendo totalmente financiados com o fluxo de caixa operacional.
O Grupo Hamburg Süd não escapou desses fatores. Com cerca de 3,3 milhões de TEUs movimentados (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), a empresa transportou em torno de 4% a mais em contêineres do que no ano anterior, praticamente alinhada ao crescimento do mercado.
Impulsionada por um dólar significativamente mais forte na média do ano, o faturamento das operações regulares da Hamburg Süd aumentou desproporcionalmente ao volume transportado em, aproximadamente, 16%, para 4,8 bilhões de euros. Com a inclusão das atividades de transporte convencional (break-bulk) e product tanker, o volume total de negócios cresceu em 15%, para em torno de 5,5 bilhões de euros.
Com 4.512 funcionários, o Grupo Hamburg Süd empregou cerca de 1% a mais do que 2011. Incluindo as tripulações terceirizadas, a quantidade de colaboradores chegou a 5.134.
Em virtude dos constantes fretes e da pressão contínua sobre a área operacional, o resultado do Grupo Hamburg Süd superou o planejado, conseguindo uma melhoria em relação ao ano anterior em virtude do sucesso na gestão da capacidade. Porém, ainda não é possível falar de um nível de lucro satisfatório.
Os gastos de capital, em sua maioria na forma de depósitos e pagamento final de navios novos, foram, aproximadamente, 48% menores em 2012, sendo totalmente financiados com o fluxo de caixa operacional.
Ambiente econômico
O ano de 2012 foi marcado pela crise da dívida pública
europeia, pela recuperação lenta da economia americana, pelo
desenvolvimento econômico reduzido da China e o crescimento muito abaixo
do esperado da economia brasileira. O PIB global aumentou em 3,2% (4%
em 2011).
Os embarques mundiais de contêineres aumentaram em torno de 3,3%, para 156 milhões de TEUs (7,2% em 2011). A capacidade total de slots cresceu 6% em virtude dos novos navios que entraram em operação. Registrou-se uma influência particularmente alta de navios porta-contêineres de grande porte com capacidade de slots acima de 10.000 TEUs. Esses navios foram inseridos, principalmente, nas rotas entre a Ásia e a Europa, superando cada vez mais a tonelagem de médio porte que então migrou para as linhas Norte-Sul, contribuindo para um excesso de capacidade e uma pressão no faturamento.
Em virtude do aumento da diferença entre o fornecimento de capacidade de navios e a demanda por serviços de transporte, os frete sofreram pressão, especialmente, no início do ano. Após um período de concorrência extremamente acirrada em 2011, houve uma mudança da indústria no início de 2012.
Cada vez mais as empresas de navegação colocaram maior prioridade no gerenciamento da capacidade do que nas ambições de volume e aumento de market share, por exemplo. Houve um aumento de frete de US$1000/TEU nas linhas entre Ásia e Europa. Porém, em virtude da grande ausência de uma temporada de pico, os fretes sofreram novamente uma pressão a partir de junho.
Os embarques mundiais de contêineres aumentaram em torno de 3,3%, para 156 milhões de TEUs (7,2% em 2011). A capacidade total de slots cresceu 6% em virtude dos novos navios que entraram em operação. Registrou-se uma influência particularmente alta de navios porta-contêineres de grande porte com capacidade de slots acima de 10.000 TEUs. Esses navios foram inseridos, principalmente, nas rotas entre a Ásia e a Europa, superando cada vez mais a tonelagem de médio porte que então migrou para as linhas Norte-Sul, contribuindo para um excesso de capacidade e uma pressão no faturamento.
Em virtude do aumento da diferença entre o fornecimento de capacidade de navios e a demanda por serviços de transporte, os frete sofreram pressão, especialmente, no início do ano. Após um período de concorrência extremamente acirrada em 2011, houve uma mudança da indústria no início de 2012.
Cada vez mais as empresas de navegação colocaram maior prioridade no gerenciamento da capacidade do que nas ambições de volume e aumento de market share, por exemplo. Houve um aumento de frete de US$1000/TEU nas linhas entre Ásia e Europa. Porém, em virtude da grande ausência de uma temporada de pico, os fretes sofreram novamente uma pressão a partir de junho.
Acompanhado por flutuações de preço consideráveis, o custo do
combustível manteve-se em um nível muito alto, O preço de uma tonelada
de bunker atingiu em março a maior alta de todos os tempos, a US$ 730
(preço spot Roterdã). No decorrer do ano, o preço do bunker retrocedeu
para cerca de US$ 600. A uma média anual de US$ 641 por tonelada, em
2012 o preço ficou cerca de 4% acima do ano anterior. Em vista da forte
pressão sobre o faturamento, os custos adicionais, como em 2011, só
puderam ser repassados parcialmente para os clientes a título de
sobretaxa de combustível. Os preços dos principais serviços internos,
especialmente para o manuseio de carga nos portos, assim como o
transporte terrestre de contêineres, continuaram a aumentar.
Como consequência dos fatores descritos, muitas empresas de
navegação tiveram sérios prejuízos. Somente com o aumento do frete no
meio do ano isso pode ser interrompido temporariamente. Especialistas do
setor afirmam que, após os prejuízos de cerca de US$ 6 bilhões em 2011,
as companhias de navegação conseguiram no máximo um superávit marginal.
Desempenho da Hamburg Süd
A Hamburg Süd continuou a otimizar os serviços regulares em
2012. Através dos importantes hubs de transbordo Cartagena (Colômbia),
em Tanger (Marrocos), a empresa ofereceu aos clientes conexões
adicionais entre América do Sul, Europa e Oriente Médio.
Os serviços no Mediterrâneo foram reestruturados. A Hamburg Süd inseriu com um parceiro uma tonelagem maior e mais eficiente, embora a capacidade de slots da empresa tenha caído levemente. Além disso, a tonelagem foi aumentada na linha estrategicamente importante e emergente da Europa para Índia/Paquistão.
Em 2012, os embarques de granel foram marcados por um sério excesso de capacidade, mesmo considerando-se que a tonelagem estava parada em consequência dos gargalos da infraestrutura dos portos (por exemplo: no Brasil, China e Austrália). O segmento não conseguiu produzir um resultado satisfatório pela primeira vez em muitos anos.
Os serviços no Mediterrâneo foram reestruturados. A Hamburg Süd inseriu com um parceiro uma tonelagem maior e mais eficiente, embora a capacidade de slots da empresa tenha caído levemente. Além disso, a tonelagem foi aumentada na linha estrategicamente importante e emergente da Europa para Índia/Paquistão.
Em 2012, os embarques de granel foram marcados por um sério excesso de capacidade, mesmo considerando-se que a tonelagem estava parada em consequência dos gargalos da infraestrutura dos portos (por exemplo: no Brasil, China e Austrália). O segmento não conseguiu produzir um resultado satisfatório pela primeira vez em muitos anos.
Navios e contêineres
A frota operada pela Hamburg Süd em 31 de dezembro de 2012
totalizou 153 navios, sendo 42 deles próprios. Os serviços de carga
regular utilizaram 104 navios e o setor de tramp 49. Embora a quantidade
de navios porta-contêineres tenha sido reduzida em 3 unidades em
comparação com o ano anterior, a capacidade de slots implementada nos
serviços de carga regular aumentou em cerca de 9%, para 430.000 TEUs. Em
virtude da alta capacidade média dos navios, os custos por slot foram
reduzidos ainda mais.
No ano passado, os 3 últimos navios da série “Santa” entraram em operação. Com capacidade de 7.100 TEUs, são os maiores em operação na Hamburg Süd e operam nas rotas entre o Norte da Europa e a Costa Leste da América do Sul, assim como entre a Ásia e a Costa Leste da América do sul.
Paralelamente ao crescimento do volume de cargas, o pool de contêineres aumentou para 458.000 unidades. Os preços dos contêineres para os navios novos permaneceram muito estáveis durante o ano.
A Hamburg Süd continua a perseguir sua estratégia de aumentar a parcela de navios e contêineres próprios. Os seis navios “Cap San” de 9.600 TEUs pedidos no início de 2011 serão entregues em 2013/2014. Todos esses porta-contêineres deverão ser integrados nas linhas entre a Ásia e a América do Sul, assim como entre a Europa e a América do Sul. Além disso, no decorrer do ano, serão entregues quatro navios novos de 3.800 TEUs que deverão ser implementados no serviço de cabotagem da Aliança no Brasil.
Perspectivas para 2013
No ano financeiro atual, pode-se observar somente sinais
positivos isolados. Na perspectiva atual, não se espera uma mudança
fundamental na situação de ganhos baixos para as empresas de navegação
em 2013.
Na estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB global vai crescer, aproximadamente, 3,3%. O volume global de embarques no setor de contêineres deverá aumentar em 6%, segundo estimativas de especialistas da indústria. Há riscos em particular com relação às exportações da China, assim como nas importações da América do Norte e da Europa que, em virtude da crise financeira e econômica, talvez não se recuperem tão rapidamente quanto o esperado.
Atualmente, a carteira de pedidos global das companhias de navegação gira ao redor de 20% da tonelagem em operação, embora essa porcentagem tenha sido mais de 40% em 2008. Apesar disso, a capacidade global de slots vai aumentar em cerca de 7%, mesmo com o crescimento esperado de descartes, pois os navios pedidos antes de 2010 têm um consumo de combustível significativamente maior do que as unidades mais novas. A tendência de tonelagem maior continua.
Os fretes continuarão sob pressão em 2013 e o transporte de cargas regular será caracterizado por uma volatilidade de ganhos ainda mais intensa. Com um desenrolar moderadamente positivo da economia global, espera-se uma equalização da capacidade e do volume de cargas não antes de 2015. Entretanto, o pré-requisito para isso é a ausência de qualquer atividade considerável de pedidos de novos navios.
Na área de embarques de granel, não se pode esperar nenhuma recuperação fundamental em 2013, em virtude da séria situação de excesso de capacidade, bem como para product tanker.
A quantidade de funcionários dificilmente aumentará em 2013 nem no futuro próximo, apesar do crescimento previsto de cargas. Nos próximos anos, a meta é assegurar aumentos contínuos de eficiência na organização com investimentos altos em tecnologia e manutenção da alta qualidade dos serviços.
Em dezembro de 2012, foi anunciado que os proprietários da Hamburg Süd e da Hapag-Lloyd AG incumbiram a diretoria das duas empresas a investigar os benefícios potenciais de uma fusão. Depois do resultado positivo dessas análises, os proprietários começaram as negociações em termos dos pré-requisitos para a fusão e a forma com que seria feita. Até agora, não houve nenhum acordo sobre pontos importantes. As negociações foram interrompidas em março. No momento, não se espera que sejam reiniciadas.
Na estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB global vai crescer, aproximadamente, 3,3%. O volume global de embarques no setor de contêineres deverá aumentar em 6%, segundo estimativas de especialistas da indústria. Há riscos em particular com relação às exportações da China, assim como nas importações da América do Norte e da Europa que, em virtude da crise financeira e econômica, talvez não se recuperem tão rapidamente quanto o esperado.
Atualmente, a carteira de pedidos global das companhias de navegação gira ao redor de 20% da tonelagem em operação, embora essa porcentagem tenha sido mais de 40% em 2008. Apesar disso, a capacidade global de slots vai aumentar em cerca de 7%, mesmo com o crescimento esperado de descartes, pois os navios pedidos antes de 2010 têm um consumo de combustível significativamente maior do que as unidades mais novas. A tendência de tonelagem maior continua.
Os fretes continuarão sob pressão em 2013 e o transporte de cargas regular será caracterizado por uma volatilidade de ganhos ainda mais intensa. Com um desenrolar moderadamente positivo da economia global, espera-se uma equalização da capacidade e do volume de cargas não antes de 2015. Entretanto, o pré-requisito para isso é a ausência de qualquer atividade considerável de pedidos de novos navios.
Na área de embarques de granel, não se pode esperar nenhuma recuperação fundamental em 2013, em virtude da séria situação de excesso de capacidade, bem como para product tanker.
A quantidade de funcionários dificilmente aumentará em 2013 nem no futuro próximo, apesar do crescimento previsto de cargas. Nos próximos anos, a meta é assegurar aumentos contínuos de eficiência na organização com investimentos altos em tecnologia e manutenção da alta qualidade dos serviços.
Em dezembro de 2012, foi anunciado que os proprietários da Hamburg Süd e da Hapag-Lloyd AG incumbiram a diretoria das duas empresas a investigar os benefícios potenciais de uma fusão. Depois do resultado positivo dessas análises, os proprietários começaram as negociações em termos dos pré-requisitos para a fusão e a forma com que seria feita. Até agora, não houve nenhum acordo sobre pontos importantes. As negociações foram interrompidas em março. No momento, não se espera que sejam reiniciadas.
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