SÃO PAULO - A
indústria brasileira passa por um processo de recuperação baseado em
redução de estoques, mas essa reação ainda é muito lenta, avaliou nesta
sexta-feira José Augusto Fernandes, diretor de políticas e estratégia da
Confederação Nacional da Indústria (CNI). Fernandes participa nesta
manhã de seminário da revista “Brasileiros”, em São Paulo, sobre o
modelo de crescimento da economia brasileira. “O grande problema nos
últimos anos está muito associado a questões de competitividade, o velho
e conhecido custo Brasil”, disse.
Segundo Fernandes, há um primeiro sinal positivo proveniente da redução de estoques, que, de acordo com as últimas pesquisas da CNI, estão relativamente ajustados, o que aumenta a capacidade de recuperação do setor. “Nas últimas pesquisas, nossos estoques já se revelam abaixo do esperado”, afirmou. No entanto, para o diretor, a retomada da indústria ainda não está completamente consolidada e, por isso, a produção teve altos e baixos no primeiro bimestre. Após alta de 2,6% em janeiro, a atividade nas fábricas recuou 2,5% em fevereiro frente ao mês anterior, na comparação com ajuste sazonal.
O aumento da capacidade instalada, disse, é lento e gradual, e a indústria ainda opera com certa ociosidade, o que retarda a recuperação dos investimentos. Fernandes ainda acrescentou que o custo da mão de obra em dólares no Brasil dobrou entre 2004 e 2011, com alta de 107% no período, o que seria o principal custo do setor nos últimos anos. “Isso é combinação tanto de aumentos de salários em reais quanto da própria valorização do câmbio”, afirmou.
De acordo com ele, a desoneração da folha de pagamentos reduz esses custos industriais, assim como a redução dos preços de energia e outras medidas tomadas pelo governo, mas ainda há muitas questões que precisam ser resolvidas para aumentar a competitividade da indústria, como a infraestrutura deficiente e a complexidade do sistema tributário brasileiro.
Segundo Fernandes, há um primeiro sinal positivo proveniente da redução de estoques, que, de acordo com as últimas pesquisas da CNI, estão relativamente ajustados, o que aumenta a capacidade de recuperação do setor. “Nas últimas pesquisas, nossos estoques já se revelam abaixo do esperado”, afirmou. No entanto, para o diretor, a retomada da indústria ainda não está completamente consolidada e, por isso, a produção teve altos e baixos no primeiro bimestre. Após alta de 2,6% em janeiro, a atividade nas fábricas recuou 2,5% em fevereiro frente ao mês anterior, na comparação com ajuste sazonal.
O aumento da capacidade instalada, disse, é lento e gradual, e a indústria ainda opera com certa ociosidade, o que retarda a recuperação dos investimentos. Fernandes ainda acrescentou que o custo da mão de obra em dólares no Brasil dobrou entre 2004 e 2011, com alta de 107% no período, o que seria o principal custo do setor nos últimos anos. “Isso é combinação tanto de aumentos de salários em reais quanto da própria valorização do câmbio”, afirmou.
De acordo com ele, a desoneração da folha de pagamentos reduz esses custos industriais, assim como a redução dos preços de energia e outras medidas tomadas pelo governo, mas ainda há muitas questões que precisam ser resolvidas para aumentar a competitividade da indústria, como a infraestrutura deficiente e a complexidade do sistema tributário brasileiro.
Fonte: (Arícia Martins e Marta Watanabe | Valor)
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